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Home»Tribuna Livre»Contribuições»O jornal do novo Partido
Contribuições

O jornal do novo Partido

Por: F/GO, H/GO, T/GO.
18/05/2026Nenhum comentário12 Mins Read
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Recentemente, entre os documentos que saíram do pré-congresso do MPR, um deles, intitulado “Projeto para o jornal do MPR”, trata especificamente da questão da nossa imprensa oficial. Pretendo aqui fazer algumas observações às propostas apresentadas no documento. Além disso, com base em ter vendido e divulgado, por longos anos, o OS, adquiri algumas experiências e impressões práticas sobre o tipo de publicação de que necessitamos, as quais, de forma sucinta, exponho, tentando contribuir para a reflexão pré-congressual. Sei que uma exposição teórica do tipo de jornal de uma organização revolucionária, a partir dos clássicos, é muito importante e muito bem-vinda se outro camarada puder contribuir.

A quem se dirige o nosso jornal

Quando esse questionamento é colocado, a primeira impressão que aparece é a questão de a qual público o jornal será oferecido. Normalmente, os documentos que se repetem ao longo dos anos dizem público operário, jovem e negro. Repetimos isso como um mantra, mas será que é isso mesmo que ocorre? Em minha opinião, isso acontecia muito raramente, ou seja, levar as matérias e a linguagem apropriadas a esse setor selecionado. Aí surge o problema bem central: para quem estamos falando? Se as coisas não coincidem nesse quesito, o nosso jornal, por melhores que sejam as matérias e os esforços dos redatores, não terá ressonância. Penso que isso é um problema sério (similaridade entre público, conteúdo e forma) com que a equipe do jornal deve se preocupar.

Outro problema muito sério, que dialoga com “a quem se dirige nosso jornal”, é a questão da pauta. A pauta improvisada é um desastre, o que reflete de certo modo o nível ou estágio da organização. Digo de certo modo, porque no nosso ex-partido havia uma comissão e estrutura de redação do OS bem forte. Assim, o jornal era para ser melhor do que era e bem mais vendido. Isso não exclui que houve momentos, fases e boas matérias naquele periódico. E, quando ele passou a ter matérias amplas e melhores, ao mesmo tempo, a política do partido foi tomando um rumo centrista, o que impediu que as matérias apontassem uma saída verdadeiramente revolucionária. Um jornal que é bom, os militantes vendem e divulgam com orgulho, e há ressonância. Se não há orgulho nessa tarefa ou o jornal está ruim ou são os militantes que não estão efetivamente para o projeto revolucionário. Evidentemente que há outros problemas que estão envolvidos nessa questão, mas creio que esses dois sejam centrais.

Quando estudante da graduação, nas aulas de didática, não havia os recursos audiovisuais de hoje, e em nossas apresentações usávamos um papel de embrulhar pão bem grande, que se pregava no quadro e nas paredes; enchia a sala. Ali havia toda uma programação de um projeto ou de uma metodologia etapa por etapa. O problema da pauta requer antecipação, não queremos negar o conjuntural e o cotidiano, mas, se fizermos uma programação etapa por etapa, as pautas podem ser potenciais de um bom jornal. Exemplos: se vamos fazer um jornal mensal, que é a proposta correta para o momento, temos de planejar as 11 edições que teremos ao longo do ano. Às vezes, alguns podem pensar que, para isso, precisaríamos ter uma lâmpada mágica, mas, se sentarmos ou caminharmos para pensar, vamos conseguir identificar que, ao longo do ano, no BR e internacionalmente, há datas e eventos históricos que vêm à tona, por exemplo: em fevereiro, a questão cultural com o carnaval; em março, o Dia Internacional da Mulher; em abril, a tentativa de independência da colônia, com Tiradentes; em maio, o Dia do Trabalhador, etc. Claro que esses são elementos de referência, balizadores. Por exemplo, em abril há também o Dia dos Povos Indígenas, o Abril Vermelho, etc. Se selecionarmos o que desejamos enfatizar em uma edição de cada mês a partir do significado histórico do evento, poderemos levar a questão política, social, econômica e histórica do nosso país, construindo uma ponte entre passado e presente e fazendo contrapontos. Assim, poderíamos produzir materiais como a questão da mineração em nosso país, o endividamento público, a sangria de recursos que nos remete ao cenário do Brasil colonial e a questão de nossa independência.

Pensando em uma estrutura assim, pré-definida, pode-se distribuir as tarefas. Assim, já em fevereiro saberemos o que queremos destacar nas edições futuras. Exemplificando, em novembro, será definido com antecedência quem pode contribuir com essa edição, quem tem discussão ou interesse pelo tema. Essa pessoa terá tempo de elaborar uma matéria substancial para o jornal, apresentar a proposta à redação, resolver desacordos, se houver, e sob um regime de acompanhamento constante dos responsáveis pelo jornal, com compromissos exatos de datas etc., poderemos publicar boas matérias baseadas em estudos sérios sobre cada tema em seus vários aspectos. É evidente que isso vai garantir somente um percentual da edição, outras coisas estarão relacionadas ao cotidiano, à luta de classes e à própria política do partido. Mas é evidente que o planejamento antecipado e acompanhado pode nos dar bons frutos. Se formos observar, por exemplo, os antigos jornais OS sobre novembro, o comum era ter matérias sobre Zumbi e Dandara. Sabemos que eles são muito importantes para o que significa a luta contra a escravidão, mas podemos ir mais a fundo, tanto investigando outros processos, projetos e personagens, como fazendo um paralelo com os graves problemas atuais com dados, gráficos, propostas, tudo bem fundamentado, o que pode contribuir inclusive para a definição de qual o tipo de programa é necessário para o combate ao racismo no país, com a visão em um futuro socialista.

Uma última observação, nesse ponto, é que o jornal, sendo mensal, significa que, de certo modo, venderemos o jornal por um mês, ainda que o foco maior de vendas seja nos primeiros dias. Assim, as matérias devem apresentar um eixo maior estrutural, aquilo que queremos passar como princípio. Destacar questões voláteis irá fazer com que o nosso jornal pareça ultrapassado já nos primeiros dias. Por exemplo, de manhã Trump fala uma coisa, à tarde fala outra, etc. Nesse sentido, caso optemos por privilegiar coisas voláteis, sempre estaremos trabalhando com eventos ou afirmações ultrapassados instantaneamente. E esse problema será ainda maior se não cuidarmos muito bem de nossas manchetes de capa, pois vender jornal e dialogar com capa ultrapassada é terrível pessoalmente, além de nos atrapalhar na tarefa de nos tornarmos referência em variados assuntos.

Tamanho, periodicidade e valor do jornal

A proposta do documento da DN é que o jornal tenha tamanho de 12 páginas, podendo chegar a 16 em momentos eventuais. Essa primeira edição nº 0, de abril de 2026, saiu muito boa (sobre o modo como a edição 0 foi produzida e informada ao MPR e a política que o jornal trouxe, não é tema dessa análise). Para exemplificar, destaco a matéria sobre o 1º de maio; excelente matéria, e está de parabéns quem a escreveu. Claro que há outras opiniões e matérias escolhidas, por isso a importância de um parecer, para se delinear um ponto de núcleo, que, ao retornar à direção, com análise e observações pontuais escritas, o nosso jornal tenderá a se sintonizar com a realidade qualitativamente.

Feitas essas observações, questiono: 12 páginas para iniciar um jornal não seria muito? Logo após a fundação do ex-partido, mais ou menos em 1995/6, o nosso jornal era de 2 folhas dobradas, que davam 4 folhas e 8 páginas. Trabalhamos assim por um período, até que ganhamos densidade e, ao longo do processo, chegou-se a 16 páginas e algumas edições ganharam encarte especial, dando pelo menos mais 4 páginas de material. Compreendo que a proposta que o documento inicial apresenta é de um contexto ideal, mas façamos algumas ponderações.

Como o próprio documento fala, atualmente as pessoas não possuem o costume de ler um jornal físico; os próprios jornais burgueses sofrem com essa realidade. Assim, talvez um jornal menor, e sem letras de fonte minúsculas, possa ser menos repulsivo, e, na hora que o comprador fizer o cálculo mental para decidir se leva ou não, ele acabe ponderando que não é tanta coisa assim, e que, tendo interesse por um assunto específico, não irá ler todo o jornal etc. Nesse cenário, não seria tanto dinheiro “jogado fora”.

Penso que essas considerações devem ser levadas em conta; além do mais, um jornal menor pode ser mais barato. O número 0 está por um custo de R$ 5,00. Esse valor, para ser consumido com peso no congresso da CSP, está bem, mas não para ser aplicado no dia a dia; R$ 5,00 é caro. Será um público muito mais seleto ainda que irá adquirir, uma vez que os jornais em físico são, em grande parte, doados. Sei que aquele preço do OS de R$ 2,00 é impraticável para a subsistência da imprensa, mas creio que com essas e outras ponderações deveríamos medir melhor as coisas e construir uma tabela Excel que leve em conta tamanho, periodicidade, quantidade, logística e valor, buscar um preço mais baixo. É muito importante também ter o QR code para o pagamento; muita gente já não usa mais papel-moeda. Isso faz um pagamento direto à fonte; o vendedor fica com o comprovante para depois prestar contas.

Responsáveis, linha editorial e regras gerais

O documento da DN fala em responsáveis pelo jornal, sendo que a forma será definida a depender do estágio em que o jornal se encontrar. Isso é correto, seja com conselho editorial, comissão política, equipe de redação, etc., pois é primordial que tenha responsáveis definidos e as respectivas atribuições, não se pode ter amadorismo de forma alguma.

Tendo isso como preâmbulo, seja qual for o setor responsável, tem de haver uma leitura prévia do material de forma bem atenta antes do envio para a gráfica. Isso significa que é necessário estabelecer prazos rígidos de entrega das matérias, revisão, diagramação, etc. A organização tem de ter consciência de que, uma vez publicado o conteúdo, nós somos responsáveis pelo que escrevemos, uma vez que o material posto na praça poderá ser usado de várias maneiras. Por exemplo, sempre que a situação permitia, eu colocava alguma matéria para ser discutida em sala de aula, fazia contraponto com outras matérias ou visões burguesas. Mas chegou um tempo em que eu parei. Qual foi o motivo? Não foi só uma vez, mas vou dar um exemplo: em uma edição do OS, cujo foco era a reforma agrária, havia três matérias, e cada uma delas apresentava um número diferente de famílias sem-terra. Em qual número acreditar? Eu precisei pesquisar. Quando a questão era economia, a situação era ainda pior; os números que o jornal mostrava eram quase todos suspeitos. Eu parei de trabalhar com o jornal assim, porque cada vez que iria discutir em sala teria de fazer uma grande pesquisa para ter certeza da verdade, e eu não tinha esse tempo. Um jornal, revolucionário principalmente, deve firmar compromisso com a verdade; além disso, os militantes não podem ser expostos a situações vexatórias.

Os modos de se resolver tais questões não são muito difíceis; um deles é usarmos e informarmos as fontes. Por exemplo, se eu for escrever sobre os sem-terra, vou encontrar alguns dados do MST que podem ser diferentes dos dados da Contag e que podem ser diferentes dos dados do Incra ou do IBGE. A matéria tem de mostrar a fonte, eu tenho de citar; não pode ser omitida. A bibliografia que se leu e embasou o artigo tem de ser mostrada no final do artigo, para que outros possam conferir e, se gostaram do assunto, podem aprofundar, é um incentivo ao estudo. Sei que o jornal não é uma revista acadêmica, e que não são todas as matérias que terão essa obrigação de fontes e bibliografia. Mas, para que um jornal seja respeitado, essa preocupação é fundamental. Além do mais, lá no final do artigo, fontes e bibliografia com letra em tamanho 9 ou 10 não ocupam muito espaço, enquanto o leitor terá acesso a uma informação preciosa, relevante, crucial.

É necessária uma comissão com pessoas responsáveis, para que tudo isso seja checado antes da impressão, destacando incongruências se houver, ou seja, a comissão responsável por acompanhar a produção do jornal é fundamental. Embora haja as pessoas responsáveis, não se exclui a possibilidade do CC ter acesso a esse material antes de ser levado à gráfica. Creio que o CC, em seu conjunto, não irá ver todas as edições, o mais provável é que em alguma edição alguns vejam, em outra edição outros vejam, a depender da agenda de cada um e do compromisso com um bom jornal. De todo modo, no final teremos mais camaradas acompanhando e ajudando a construir um jornal de qualidade em equipe, em que todos estarão aprendendo. Defendo também que as matérias tenham o nome de quem as escreveu, seja o verdadeiro ou o de militância, como uma referência para que os leitores sigam acompanhando e se identificando. Isso não é menos importante.

Por último, lembrando uma questão teórica muito importante que Lênin coloca — ele diz mais ou menos assim: o nosso jornal não tem que pensar pelo leitor operário; o jornal tem de ser fidedigno com os fatos. Nós precisamos de uma narrativa objetiva, clara e fidedigna. O trabalhador, com sua própria cabeça, pensará sobre esses fatos. As nossas propostas de um mundo socialista estarão postas ali também, mas nada de querermos ser tutores da classe trabalhadora.

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