A notícia de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu milhões de Daniel Vorcaro confirma que a família Bolsonaro está atolada no maior escândalo financeiro da história do país e destrói a narrativa hipócrita dos setores conservadores.
Os milhões destinados à família confirmam que a ultradireita brasileira, ao contrário do moralismo que apregoa, não passa de um bando de corruptos e vendilhões da nação, totalmente submissos aos interesses do capital nacional e internacional. A retórica patriótica e o discurso de “combate à corrupção” servem apenas como cortina de fumaça para esconder negócios escusos a serviço do enriquecimento de uma minoria em detrimento da maioria da população. Mas atenção: isso não é um caso isolado nem um simples “desvio de conduta”.
O caso do Banco Master é o retrato fiel de como a alta burguesia financeira transita, nos bastidores, pelas instituições do Estado para garantir lucro e impunidade, com uma desenvoltura suprapartidária impressionante.
O conjunto das instituições — Congresso, STF, Bacen, TCU e Polícia Federal — e nomes como Ciro Nogueira, Alexandre de Moraes, Toffoli, além dos governos do RJ (PL) e da Bahia (PT), aparecem nessa mesma teia.
Na fase atual da mundialização, o capital financeiro não apenas influencia a política; ele absorve o Estado. O Master é a regra de um sistema que mundializou a corrupção e financeirizou a existência humana.
O “dinheiro sujo” que irriga mandatos, famílias de juízes e agentes públicos é o mesmo que dita as reformas que retiram direitos da classe trabalhadora e saqueia os cofres públicos. É a fusão completa entre o crime de colarinho branco e a gestão pública.
Enquanto as militâncias se digladiam na internet em torno dos termos “Bolso-Master” e “PT-Master”, o esquema une a oposição e o governismo.
Os trabalhadores não podem pagar por um rombo de R$ 55 bilhões que não criaram!
Diante dessa barbárie, nossas medidas precisam ser proporcionais à agressão sofrida:
Expropriação imediata de todos os bens dos sócios, corruptos e corruptores.
Prisão e condenação de todos os envolvidos na rede de propinas e nas fraudes de ativos fictícios (créditos de carbono e precatórios falsos) que saquearam fundos de pensão.
Defesa das Aposentadorias e Serviços Públicos: não aceitaremos que tirem dinheiro da saúde e educação para cobrir o rombo da jogatina financeira.
Estatização do Sistema Financeiro sob controle dos trabalhadores, fim do sigilo bancário das grandes fortunas e interrupção do pagamento da dívida aos banqueiros.
Que os trabalhadores governem. A única saída contra esse instrumento de dominação da burguesia é que os trabalhadores governem! Só um governo revolucionário e socialista garantirá que a riqueza seja destinada a quem realmente produz.
