Esta noite, um ataque russo atingiu a cidade de Pryluky. Cinco crianças e 14 adultos morreram sob os escombros de um prédio residencial.
Especial Ucrânia
Já são quatro anos da guerra de agressão de Putin contra a Ucrânia. Uma guerra que Putin, os EUA, a União Europeia e quase todos os “analistas” do mundo previam que duraria três dias.
Os três dias viraram quatro anos. Durante esse período, a população ucraniana resiste contra a maior máquina de guerra mobilizada na Europa desde a IIª Guerra Mundial.
O MPR está ao lado da Ucrânia e de seus trabalhadores contra o invasor russo, e achamos que é possível derrotá-lo.
Por isso, chamamos o conjunto dos trabalhadores e ativistas para retomar a campanha de solidariedade à revolução ucraniana, de conscientização sobre a importância deste processo e de apoio político às organizações operárias, estudantis e sindicais que estão combatendo na linha de frente.
Para tal, preparamos este especial com artigos dos últimos 4 anos e outros novos. Eles mostram, sob uma perspectiva marxista, que a guerra é a continuação do processo revolucionário que se abriu na Ucrânia em 2014, com a derrubada do candidato a ditador pró-Rússia, Yanukovich.
Esperamos que aproveitem a leitura.
O povo ucraniano era, para o império, uma das pedras angulares desse gigantesco edifício de opressão e exploração.
Mariupol, onde os prisioneiros libertados foram recapturados, incluindo Zhuravlev, sofreu o golpe mais terrível dos primeiros meses da guerra em larga escala.
Após o colapso da URSS e a restauração do capitalismo, particularmente durante os anos de Putin no poder, os países imperialistas colaboraram estreitamente com a Rússia.
Depois do vexaminoso desfile de 9 de maio, em que Vladimir Putin precisou implorar a Trump que negociasse com o governo ucraniano garantias de segurança para a comemoração do “Dia da Vitória” em Moscou, tornou-se mais difícil ocultar o desgaste político, militar e econômico do regime russo.