Nossa corrente sempre considerou que a Federação Russa, filha legítima da restauração do capitalismo na antiga URSS pelo stalinismo e, uma vez que a restauração foi realizada, tornou-se uma nova semicolônia do imperialismo.
Especial Ucrânia
Já são quatro anos da guerra de agressão de Putin contra a Ucrânia. Uma guerra que Putin, os EUA, a União Europeia e quase todos os “analistas” do mundo previam que duraria três dias.
Os três dias viraram quatro anos. Durante esse período, a população ucraniana resiste contra a maior máquina de guerra mobilizada na Europa desde a IIª Guerra Mundial.
O MPR está ao lado da Ucrânia e de seus trabalhadores contra o invasor russo, e achamos que é possível derrotá-lo.
Por isso, chamamos o conjunto dos trabalhadores e ativistas para retomar a campanha de solidariedade à revolução ucraniana, de conscientização sobre a importância deste processo e de apoio político às organizações operárias, estudantis e sindicais que estão combatendo na linha de frente.
Para tal, preparamos este especial com artigos dos últimos 4 anos e outros novos. Eles mostram, sob uma perspectiva marxista, que a guerra é a continuação do processo revolucionário que se abriu na Ucrânia em 2014, com a derrubada do candidato a ditador pró-Rússia, Yanukovich.
Esperamos que aproveitem a leitura.
Uma das justificativas de Putin para a agressão contra a Ucrânia é a de que seu governo seria fascista ou nazista. Esta acusação é repetida à exaustão pela esquerda, principalmente a stalinista.
A invasão russa da Ucrânia é uma agressão brutal de uma superpotência militar contra um país historicamente oprimido que jamais ameaçou a segurança da Rússia.
A Revolução Ucraniana, conhecida como a Maidan, pôs fim ao governo de Viktor Yanukovich, presidente corrupto e autoritário.
A restauração do capitalismo na URSS nos anos 80, realizada pelo Partido Comunista da União Soviética (PCUS), levou a uma queda no nível de vida da população equivalente à de uma guerra.