Dia Internacional do Trabalhador
Governos e burocracias sindicais pretendem transformar o 1º de Maio num dia de festa. Mas o 1º de maio foi um dia de luta que se manteve ao longo da história.
Em 1º de maio de 1886, os trabalhadores dos Estados Unidos entraram em uma greve geral nacional pela jornada de 8 horas. Em Chicago, a adesão foi muito grande e, no dia 3 de maio, uma manifestação de trabalhadores da fábrica McCormick foi brutalmente reprimida, resultando em 3 operários mortos. No dia seguinte, houve uma grande marcha de protesto. Quando havia apenas uns 200 trabalhadores e outros tantos policiais, uma bomba explodiu e matou um policial. Outros 6 morreram no confronto.
Os anarquistas Albert Parsons, Adolph Fischer, George Engel, August Spies e Louis Lingg foram acusados sem provas e condenados à forca. Louis Lingg suicidou-se; os outros 4 foram enforcados. Em 1893, o governador de Illinois reabilitou-os. Ele confirmou que tudo (incluindo a bomba) foi organizado pelo chefe de polícia para impor a repressão.
Em 1889, a Segunda Internacional proclamou o 1º de maio como um dia internacional de luta pela jornada de 8 horas, pelos direitos da classe trabalhadora e em homenagem aos mártires de Chicago.
Contra o imperialismo, os patrões e o governo
Em grande parte dos países do mundo, os trabalhadores sairão às ruas para levantar suas bandeiras. Essas reivindicações podem variar de país para país, mas há uma luta que unifica todos os trabalhadores do mundo: a luta contra o imperialismo.
Neste 1º de maio, encontramo-nos diante de um grande ataque econômico e militar do imperialismo norte-americano, encabeçado por Trump, que tenta, assim, responder à crise econômica, política e social. Atacou os imigrantes, a saúde e a educação dos trabalhadores, e implementou uma política recolonizadora na Venezuela, em Cuba e iniciou um ataque e uma guerra contra o Irã. Ao mesmo tempo, apoia o genocídio em Gaza e os ataques ao Líbano por parte de sua polícia no Oriente Médio, o Estado nazista-fascista de Israel.
Mas também há uma resistência heroica das massas, dos trabalhadores e do povo estadunidense contra o ICE e contra a guerra no Irã, dos trabalhadores e do povo da Ucrânia que se negam a aceitar planos de Trump de entregar parte de seu país a Putin, da Palestina, do Líbano e do Irã, que estão derrotando Trump politicamente e abrem a possibilidade de uma nova derrota militar do imperialismo.
No Brasil, essa resistência se expressa nas lutas dos indígenas, que fizeram Lula retroceder em sua política de privatização dos rios, no enfrentamento dos trabalhadores dos Correios contra a privatização e nos trabalhadores e estudantes da USP.
Devemos apoiar e fazer parte dessa resistência, tanto internacional quanto nacional. Devemos enfrentar também os que nos dizem que só se deve lutar contra a extrema-direita, esquecendo que quem aplica os planos de privatização e de fome do imperialismo é o governo de Lula. Por isso, dizemos:
- Contra Lula e Bolsonaro, nas lutas e nas eleições, no primeiro e no segundo turno!
- Contra a jornada 6×1!
- Não às privatizações!
- Pela Palestina livre do rio ao mar. Pela destruição do Estado genocida de Israel!
- Viva a resistência ucraniana! Fora Putin da Ucrânia!
- Fora Trump do Irã e da América Latina!
- Pela derrota do imperialismo!
- Pelo triunfo do Irã!
