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Home»Teoria e História»Antissionismo é antissemitismo?
Teoria e História

Antissionismo é antissemitismo?

Por: Alicia Sagra - CIR
26/05/2026Nenhum comentário14 Mins Read
No cartaz: judeus pela Palestina.
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Há uma velha narrativa sionista que apresenta como antissemitismo qualquer questionamento do Estado de Israel e de seus ataques permanentes contra o povo palestino. Jogaram bombas, mataram crianças, mulheres e idosos palestinos, surgiram críticas internacionais e, de todas as embaixadas israelenses, os sionistas gritaram: antissemitismo!

Esse é o argumento usado para processar e condenar o dirigente brasileiro do PSTU e da LIT, José Maria de Almeida, e que serviu anteriormente para processar os argentinos Alejandro Bodart e Vianina Biasi, dirigentes das organizações argentinas MST e Partido Obrero, respectivamente.

Todas essas acusações, processos e condenações são impulsionados pelo sionismo por meio de suas agências nacionais, que contam com o silêncio e até mesmo com a cumplicidade da justiça e dos governos da maioria dos países, mesmo daqueles que admitem, como o governo de Lula, que em Gaza ocorre um genocídio. O objetivo é claro: silenciar as vozes daqueles que apoiam a Palestina e repudiam o Estado genocida de Israel.

Mas eles não conseguiram atingir esse objetivo e até mesmo aumentou o número de judeus em todo o mundo, especialmente nos EUA, que gritam “Não em nosso nome!”.

Ao completar-se 78 anos da Nakba e diante das novas ameaças a Gaza e da exigência de Trump pelo desarmamento do Hamas, dizemos: A guerra não foi iniciada pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A guerra foi iniciada por Israel há 78 anos, quando, com o apoio dos EUA, de todo o imperialismo e também da ex-URSS de Stalin, expulsou de suas terras, com armas nas mãos, 800 mil palestinos.

Todo o apoio a Gaza! Não ao desarmamento do Hamas e da resistência palestina! Até mesmo a ONU reconhece que um povo que sofre opressão colonial tem direito à resistência, utilizando todos os meios à sua disposição, inclusive a luta armada.

A atitude corajosa destes judeus, que gritam: “Não em nosso nome!”, que realizaram algo sem precedentes em defesa dos direitos do povo palestino, enfrentando não só a repressão de seus governos, mas também a rejeição da maioria de sua comunidade, é uma prova conclusiva das mentiras do sionismo. Dizem “não em nosso nome” porque não é um confronto entre religiões — muçulmanos contra judeus —, o que se desenvolve na Palestina há mais de 75 anos.

Esta é uma comprovação atual do que velhos exilados palestinos contam que, na sua infância, antes da Nakba, crianças judias, cristãs e muçulmanas brincavam juntas, sem se preocuparem com a religião umas das outras. Seus pais eram, em sua maioria, camponeses pobres, muito sofredores; todos suportaram a opressão do colonialismo inglês, mas não tinham problemas entre si. Embora houvesse uma diferença na integração entre os judeus nativos da região (sefarditas), totalmente integrados, e os judeus europeus (ashkenazi), introduzidos pelo sionismo (em acordo com o imperialismo inglês desde a Declaração Balfour1) e que eram colonos armados que disputavam a terra com os palestinos sempre que podiam.

A opressão e a exploração colonial eram cada vez mais violentas, e a Palestina tornou-se uma terra em ebulição quando eclodiu a revolução de 1936. A partir de então, os britânicos viram nos colonos sionistas uma importante ferramenta. Como diz Schoenman2, “os sionistas ofereceram-lhes um recurso único que nunca tiveram em nenhuma colônia: uma força local que fez causa comum com o colonialismo britânico e foi intensamente mobilizada contra a população local”.

Outra grande falsidade é que a construção de Israel teve uma motivação religiosa, “o regresso à terra prometida, de onde foram expulsos”, como diz a propaganda sionista.

O sionismo, ao rejeitar a luta pela revolução socialista para resolver a questão judaica, viu, como única forma de acabar com a discriminação, ter um território próprio que reunisse todos os judeus do mundo. Mas suas propostas foram, durante muitos anos, bem minoritárias, porque a maioria dos judeus queria ser assimilada em seus respectivos países.

A situação do sionismo mudou após o Holocausto nazista e, fundamentalmente, com a recusa dos países europeus de assumir o contingente de homens e mulheres que regressaram dos campos de concentração com profundas feridas físicas e psicológicas.

Assim, para resolver a “questão judaica” em seus países, os governos imperialistas passaram a apoiar a proposta sionista de “uma terra sem povo para um povo sem terra”.

Para atingir os seus objetivos, os sionistas colaboraram com todos os imperialismos que, por sua vez, usaram-nos como ferramenta para defender os seus interesses coloniais, primeiro os ingleses e depois os norte-americanos que, até hoje, armam-nos até os dentes para garantir que Israel seja sua polícia no Oriente Médio.

Portanto, a criação de Israel sempre foi uma questão política, nunca teve um motivo religioso, embora esse tenha sido o argumento que os sionistas usaram para ganhar seguidores.

Os quatro mitos do sionismo

Ralph Schoenman, intelectual e ativista marxista judeu-americano, fala sobre os quatro mitos nos quais o sionismo se baseia:

1. Uma terra sem povo para um povo sem terra. Na realidade, “em 1947 havia 630.000 judeus e 1.300.000 árabes palestinos3. Assim, no momento em que as Nações Unidas dividiram a Palestina, os judeus representavam 31% da população. A decisão de dividir a Palestina, promovida pelas principais potências imperialistas e pela União Soviética de Stalin, deu 54% das terras férteis ao movimento sionista. Mas o Irgun e a Haganah4 apoderaram-se de três quartos das terras e expulsaram praticamente todos os habitantes antes da formação do Estado de Israel“5.

2. A democracia israelita. “Inúmeras notícias e referências ao Estado de Israel na televisão ou na imprensa incluem o slogan de que é a única democracia ‘autêntica‘ no Oriente Médio. Na realidade, Israel é tão democrático quanto o apartheid sul-africano pode ser. As liberdades cívicas, os procedimentos judiciais e os direitos humanos básicos são negados por lei àqueles que não cumprem os requisitos raciais e religiosos.”6

3. A segurança. “Os sionistas afirmam que o seu estado tem que ser a quarta potência militar do mundo porque Israel foi forçado a defender-se da ameaça iminente das massas árabes primitivas e cheias de ódio, recém-descidas das árvores. ‘Segurança’ tem sido o slogan usado para cobrir o extenso massacre de populações civis em toda a Palestina e no Líbano, para confiscar terras palestinas e árabes, para expandir para territórios vizinhos e construir novos assentamentos, para deportar e torturar sistematicamente prisioneiros políticos.”7

4. O sionismo como herdeiro moral das vítimas do Holocausto. “É o mais difundido e o mais insidioso dos mitos do sionismo. Os ideólogos deste movimento envolveram-se na mortalha coletiva dos seis milhões de judeus, vítimas do holocausto nazista. A cruel e amarga ironia desta falsa reivindicação reside no fato de o movimento sionista ter mantido um conluio ativo com o nazismo desde o início. Parece estranho para a maioria das pessoas que o movimento sionista, que sempre invoca o horror do Holocausto, tenha colaborado ativamente com o inimigo mais ferrenho que os judeus já tiveram. No entanto, a história revela não apenas uma comunidade de interesses, mas também uma profunda afinidade ideológica que tem as suas raízes no chauvinismo extremo que partilham.”8

Esta afinidade ideológica entre o sionismo e o nazismo que Schoenman menciona tem a ver com o fato de os dois movimentos partilharem a teoria da “pureza do sangue”; alguns são “a raça superior”, outros “o povo eleito”. O líder sionista Leev Jabotinsky, enfrentando o processo de assimilação que se desenvolvia entre os judeus alemães e defendendo as suas afirmações de que a única solução para a questão judaica era obter o seu próprio território, salienta: “É impossível alguém assimilar-se com pessoas que têm um sangue diferente do seu (…) não pode haver assimilação. Nunca devemos permitir coisas como o casamento misto, porque a preservação da identidade nacional só é possível por meio da pureza racial e, para esse fim, devemos ter aquele território no qual o nosso povo constituirá os habitantes racialmente puros”9.

E essa doutrina tornou-se uma política de colaboração com os diferentes imperialismos e, embora possa parecer incrível, também com aquele liderado por Hitler: 

A Federação Sionista da Alemanha enviou um memorando de apoio ao Partido Nazista em 21 de junho de 1933. Afirmava: ‘…um renascimento da vida nacional, como o que ocorre na vida alemã,… também deve ocorrer no grupo nacional judeu. Com base no novo estado (nazista) que estabeleceu o princípio da raça, desejamos enquadrar a nossa comunidade na estrutura global, para que também nós, na esfera que nos foi atribuída, possamos desenvolver uma atividade frutífera para a Pátria’. Longe de repudiar esta política, o Congresso da Organização Sionista Mundial de 1933 rejeitou, por 240 votos a 43, uma resolução que apelava à ação contra Hitler.10

Ao longo de sua obra, Schoenman fornece provas da colaboração do sionismo com o regime nazista, sendo cúmplice do sofrimento do povo judeu, a fim de obter apoio para sua proposta de Estado próprio. Alguns exemplos:

  • Em 1933, firmaram um acordo comercial entre o Banco Anglo-Palestino da Organização Sionista Mundial e o Estado alemão, rompendo o boicote judaico ao regime nazista.
  • Em 1938, Ben Gurion, numa assembleia de sionistas trabalhistas na Grã-Bretanha, declarou o seguinte: “Se eu soubesse que era possível salvar todas as crianças da Alemanha levando-as para a Grã-Bretanha e apenas metade delas transportando-as para Erstz Israel, eu escolheria a segunda alternativa”.

Como diz Schoenman, a obsessão em colonizar a Palestina e em ser mais do que os árabes levou o movimento sionista a opor-se a qualquer resgate dos judeus ameaçados de extermínio, para que não houvesse obstáculos ao desvio de uma seleta força de trabalho para a Palestina.

Assim, entre 1933 e 1935, a Organização Sionista Mundial encorajou um plano de emigração de judeus para a Palestina sob o argumento de ameaça de extermínio, mas rejeitou dois terços dos judeus alemães que solicitaram certificado de imigração. É que eram muito velhos para procriar na Palestina, sem qualificações profissionais para construir uma colônia sionista, não falavam hebraico e não eram sionistas. No lugar desses judeus, ameaçados de extermínio, a OSM levou seis mil jovens sionistas dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e de outros países onde não havia tal ameaça.

Em julho de 1944, o rabino Dov Michael Weismandel, líder judeu eslovaco, propôs, em carta aos sionistas responsáveis pelas ‘organizações de resgate’, uma série de medidas para salvar os judeus condenados ao extermínio em Auschwitz. Ofereceu mapas exatos das ferrovias e pediu o bombardeio dos ramais ao longo dos quais os judeus húngaros eram transportados para os crematórios.

Pediu que os fornos de Auschwitz fossem bombardeados, que fossem lançadas munições de paraquedas para 80.000 prisioneiros, que paraquedas sapadores fossem lançados para explodir todos os meios de aniquilação e, assim, pôr fim à cremação diária de 13.000 judeus.

Caso os Aliados rejeitassem o pedido, Weismandel propôs que os sionistas, que tinham fundos e organização, obtivessem aviões, recrutassem voluntários judeus e realizassem a sabotagem.11

Como explica Schoenman, Weismandel não foi o único. No final dos anos 1930 e nos anos 1940, porta-vozes judeus na Europa pediram ajuda, campanhas públicas, resistência organizada, manifestações para forçar os governos aliados; a resposta foi o silêncio dos sionistas. Não houve bombardeio dos fornos pelos aliados.

Em julho de 1944, Weismandel escreveu aos sionistas uma carta, que dizia: “Por que vocês não fizeram nada por nós até agora? Quem é o culpado por esta terrível negligência? Vocês, irmãos judeus, que têm a maior sorte do mundo, a liberdade, não são os culpados? (…) Vocês, irmãos judeus, filhos de Israel, estão loucos? Vocês não sabem o inferno que nos rodeia? Para quem estão guardando seu dinheiro? Assassinos! Loucos!”12

Após esta ação sionista durante a Segunda Guerra Mundial, não é de estranhar que, em maio de 1935, Reinhard Heydrich, chefe do Serviço de Segurança das SS, tenha escrito um artigo em que dividiu os judeus em duas categorias. Aos judeus sionistas, disse: “Contam com os nossos melhores votos e com a nossa boa vontade oficial”13.

Esses são os sionistas que afirmam ser os herdeiros das vítimas do Holocausto do povo judeu. Provavelmente é difícil de acreditar, mas estas acusações não são feitas por figuras antissemitas, e sim por prestigiados intelectuais judeus. Todos estes dados estão amplamente documentados no livro “Sionismo na era dos ditadores”14, do escritor judeu-americano Lenni Brenner, e citados em “A história oculta do sionismo”, do escritor judeu Ralph Schoenman.

Sionismo não é sinônimo de judaísmo. Sionismo é sinônimo de nazifascismo

O sionismo não só partilha a ideologia racista dos nazistas, não só colaborou com eles, mas também incorporou os seus terríveis métodos de extermínio usados contra os judeus, agora aplicados contra a população árabe palestina.

Neturei Karta, organização judaica antissionista em Jerusalém.

Esta realidade explica a deterioração do sionismo entre os jovens judeus, que hoje gritam: “Não em nosso nome!” e levantam-se contra os bombardeios criminosos em Gaza, que contam com o apoio descarado dos EUA, da maioria dos governos do mundo e a cumplicidade da imprensa internacional, que multiplica a propaganda mentirosa do sionismo.

Esta realidade explica a posição de intelectuais judeus como Brenner e Shoenman, que já há algum tempo denunciam estas atrocidades, e o historiador israelita Ilan Pappe, que publicou recentemente um artigo justificando e reivindicando a resistência palestina e a sua contraofensiva militar de 7 de outubro.

Somos antissemitas por comparar o sionismo com o nazismo?

Nahuel Moreno ouviu uma pergunta semelhante e respondeu da seguinte forma:

A esquerda sionista acusa-me de ser antissemita, sobretudo porque defendo a necessidade de destruição do Estado sionista. Como marxista, parto do princípio de que o proletariado de uma nação que explora e oprime outra, como Israel faz com os árabes e os palestinos, não pode se libertar. A classe trabalhadora judaica é herdeira de uma tradição gloriosa na luta de classes: o caminho do proletariado ocidental, incluindo o argentino, está repleto de uma multidão de heroicos combatentes judeus. Mas este proletariado não poderá continuar até ao fim, nem renovar e superar a sua gloriosa tradição, enquanto não ficar do lado dos palestinos e dos árabes, que são reprimidos, perseguidos e escravizados pelo Estado de Israel. (…) A questão a ser respondida a respeito das relações entre povos, raças, nações e classes é muito simples: quem oprime e quem é oprimido? Para um marxista revolucionário, a resposta é tão simples quanto a pergunta: estamos contra os opressores e a favor dos oprimidos. Defendemos estes últimos até à morte, sem deixar de apontar, quando necessário, os erros da sua direção.15

Outra questão que se coloca atualmente é se deveria haver uma política em relação aos trabalhadores israelitas na luta contra o Estado sionista. Há até quem justifique sua posição de honrar as vítimas de Israel como parte de uma política dirigida à classe operária israelense. Moreno também respondeu a isso, baseado na pergunta feita por um camarada chileno:

“Se o propósito decisivo e fundamental é a destruição do Estado sionista, trata-se de estabelecer quais são as forças objetivas que, neste momento, estão envolvidas nesta tarefa progressista, histórica (…). Acaso são os sabras e sefarditas de Israel, explorados e discriminados? Ou são os trabalhadores asquenazes? Neste momento, estas forças são o baluarte do Estado sionista e não a vanguarda da sua destruição. A aristocracia trabalhista Ashkenazi, por meio do Partido Trabalhista, está completamente envolvida no sionismo. Os sabras e os sefarditas deram a Begin a base eleitoral e apoiam entusiasticamente seus planos de colonizar terras árabes. Isto deixa o movimento árabe e muçulmano como o único setor social em luta permanente contra Israel, em cuja vanguarda indiscutível estão os palestinos, expulsos da sua terra natal pelos sionistas.”16

Essa resposta de Moreno, de 1982, permanece atual. É por isso que não pode haver dúvidas sobre qual lado da história é verdadeiro. Como diz Illan Pappé no seu recente artigo: “Existe uma alternativa. Na verdade, sempre existiu: uma Palestina dessionizada, livre e democrática, do rio ao mar; uma Palestina que acolha de volta os refugiados e construa uma sociedade que não discrimine com base na cultura, religião ou etnia.”

E, para alcançar esta alternativa de um “Estado palestino único, secular, democrático e não racista”, é necessária a destruição do Estado sionista de Israel. A política de “dois Estados vivendo em paz” foi a política de partilha da ONU e sempre foi injusta. Além disso, é algo impossível, uma utopia reacionária, diante do Estado expansionista de Israel, que atua com o apoio e como ponta de lança do imperialismo norte-americano no Oriente Médio.

Pode parecer que esta tarefa seja impossível de realizar, pois envolve derrotar a quarta potência militar do mundo, que conta com o total apoio da primeira, o imperialismo norte-americano. Também parecia impossível que os estadunidenses fossem derrotados no Vietnã. Mas isso foi conseguido com a combinação da resistência heroica das massas vietnamitas, dispostas a tudo, tal como as massas palestinas hoje, com a mobilização internacional, especialmente nos Estados Unidos. E hoje estamos vendo como o ataque dos EUA e de Israel está sendo repelido no Irã.

Mais um elemento que reforça a tese de Ilan Pappé de que estamos diante do início do fim do Estado de Israel.

Notas:

  1. Os sionistas conseguiram obter do imperialismo inglês o que vinham tentando há muito tempo dos ex-colonizadores (o Império Otomano e o Império Alemão). Em 2 de novembro de 1917, foi publicada a Declaração Balfour, que, entre outras coisas, dizia: “O governo de Sua Majestade vê favoravelmente o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu na Palestina e fará tudo o que estiver ao seu alcance para facilitar a realização desse objetivo…” ↩︎
  2. Ralph Schoenman, que morreu em 30 de setembro, foi uma das figuras mais proeminentes da esquerda marxista norte-americana. Nasceu em 1935 e foi para a Grã-Bretanha em 1958, onde estudou Economia. Trabalhou com o filósofo liberal pacifista Bertrand Russell, participou de atividades contra armas nucleares e foi acusado de atividades antiamericanas por denunciar crimes ianques na Indochina. Seu passaporte americano foi revogado por ter visitado o Vietnã do Norte. Por instigação do governo norte-americano, foi preso em vários países e acusado de antissemitismo por ter denunciado as relações entre sionismo e nazismo, apesar de ter-se recusado violentamente a participar de uma conferência de “historiadores revisionistas” (aqueles que negam o Holocausto). Sua obra “A História Oculta do Sionismo”, um trabalho de investigação sério e relevante por ser escrita por um judeu, é leitura obrigatória para se conhecer o sionismo e sua relação com o judaísmo. ↩︎
  3. Isto após o movimento de envio, pela organização sionista mundial, de jovens judeus de diversos países para se estabelecerem na Palestina como colonos. ↩︎
  4. Haganah, principal organização paramilitar dos colonos judeus na Palestina, que se dizia “socialista”, fundada por Leev Jabotinsky. Irgun, organização clandestina armada de extrema direita, fundada por Begin. Foi considerada uma organização terrorista. ↩︎
  5. Ralph Schoenman, História Oculta do Sionismo. ↩︎
  6. Idem. ↩︎
  7. Idem. ↩︎
  8. Idem. ↩︎
  9. Jabotinsky, “Carta sobre Autonomia”, 1904, citado na História Oculta do Sionismo. ↩︎
  10. Schoenman, citado acima. ↩︎
  11. Schoenman, citado acima. ↩︎
  12. Idem. ↩︎
  13. Idem. ↩︎
  14. Este livro foi publicado em inglês em 1984 e, ampliado e atualizado, em alemão em 2007. ↩︎
  15. Conversações com Nahuel Moreno, 1986 ↩︎
  16. “Carta de um camarada chileno” e a resposta de Nahuel Moreno foram publicadas no Correio Internacional, ano 1, nº 8, de setembro de 1982. ↩︎
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