Close Menu
  • Início
  • Quem Somos
  • Fale conosco
  • Declarações
  • Internacional
  • Nacional
  • Teoria e História
  • Regionais
  • Tribuna Livre
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Quem Somos
  • Vídeos
  • Podcast
Facebook Instagram YouTube WhatsApp
mpr-nacional
  • Início
  • Declarações
  • Nacional
  • Internacional
  • Teoria e História
  • Tribuna Livre
    • Documentos Iniciais
    • Contribuições
    • Polêmica eleitoral
  • Especiais
    • Eleições 2026
    • Especial Ucrânia
    • CSP-Conlutas
    • Dossiê Venezuela
    • Especial Zezoca
  • Fale Conosco
mpr-nacional
Home»Eleições 2026»Bancada de Esquerda “Nada” Radical
Eleições 2026

Bancada de Esquerda “Nada” Radical

Por: Otávio Aranha
19/08/2026Nenhum comentário6 Mins Read
Jones Manoel, Fábio Felix, Sâmia Bonfim, Fernanda Melchionna, Glauber Braga, Vivi Reis e Renato Freitas.
Facebook Twitter Email Copy Link WhatsApp

Um grupo de parlamentares do PSOL, do Movimento de Esquerda Socialista (MES), como Sâmia Bonfim, Fernanda Melchionna, Fábio Felix, Vivi Reis, unido a Glauber Braga, Jones Manoel (ex-PCBR) e ao deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), lançou um movimento chamado “Bancada de Esquerda Radical”. Seu manifesto visa a enfrentar a extrema-direita com um programa de “medidas econômicas para enfrentar o neoliberalismo, a desigualdade e a espoliação do país”. Embora afirmem que irão “apontar os verdadeiros responsáveis pelo atraso nacional”, sequer mencionam o governo Lula em seu texto. Este “esquecimento” não é fortuito; todos os parlamentares desta bancada apoiam e farão campanha pelo PT. Mas como ser radical e apoiar Lula, que estará no mesmo palanque de Helder Barbalho (MDB), no Pará; Clécio Luiz (União Brasil), no Amapá; Omar Aziz (PSD), no Amazonas; Eduardo Paes (PSD), no Rio; e Juliana Brizola (PDT), no Rio Grande do Sul?

Radical com o governo Lula?

Este é o terceiro mandato do presidente Lula e o quinto do PT, que mais governou o país nos últimos 30 anos. Esses governos aumentaram a precarização do trabalho, o desemprego e o trabalho informal, a flexibilização de direitos; fizeram as contrarreformas da previdência, trabalhista e administrativa; privatizaram hospitais universitários, portos, aeroportos e rodovias; atacaram a Educação Pública, com cortes e contingenciamento de verbas em universidades; o meio ambiente e os povos originários, como o projeto de exploração de petróleo na Margem Equatorial, a privatização de rios amazônicos, o aumento acelerado do garimpo ilegal e do desmatamento, a lentidão na demarcação de terras indígenas e quilombolas, etc.

Enquanto a maioria da população vive com salários miseráveis, os banqueiros, as grandes mineradoras, o agronegócio e as multinacionais lucram como nunca. As 20 maiores empresas de capital aberto do país tiveram lucro líquido de R$ 302,5 bilhões em 2025, segundo a Bolsa de Valores.

A desigualdade econômica deu um salto: o 1% mais rico concentra mais de um terço (35%) da riqueza nacional, segundo o World Inequality Report (Relatório sobre Desigualdade Mundial). Quando o PT assumiu o Estado burguês, aplicou políticas neoliberais, desmoralizando milhares de trabalhadores, o que fortaleceu a ultradireita no Brasil. Derrotá-la não é possível ao lado do governo Lula, um governo burguês de aliança com Alckmin (PSB) e partidos do Centrão, como o reacionário PP, de Ciro Nogueira.

Os governos do PT também são submissos ao imperialismo. Em 2004, Lula enviou tropas militares para reprimir a população haitiana. Agora, negocia a entrega de nossas riquezas, como as terras raras, e da soberania com o reacionário Trump. Lula é o principal responsável pela aplicação das políticas neoliberais, pela desigualdade social, pelos ataques às condições de vida da classe trabalhadora nos últimos anos; por isso, não há como ser radical e apoiar Lula.

PSOL: de oposição a satélite do PT

O PSOL foi fundado em 2003 para enfrentar os ataques do governo Lula no primeiro ano de sua gestão, como a aprovação da Reforma da Previdência, e atuou como uma oposição de esquerda aos governos do PT.

As manifestações de junho de 2013, que colocaram em xeque o segundo mandato de Dilma Rousseff, mudaram sua política. A direção do PSOL passou a apoiá-los diretamente. Onde o PSOL governou, como nas prefeituras de Macapá (com Clécio Luís) e de Belém (com Edmilson Rodrigues), suas gestões copiaram o modo petista de governar. Em Belém (PA), Edmilson Rodrigues (2021-2024) mandou a guarda municipal bater em servidores municipais em greve. 

A maior evidência dessa mudança é que, em 2022, o PSOL não lançou candidato para apoiar Lula no primeiro turno. Durante este governo, Sônia Guajajara e Guilherme Boulos tornaram-se ministros de Lula, no qual cumprem um papel fundamental para a burguesia: a relação institucional com os movimentos sociais, buscando atrelá-los ao governo e, portanto, desmobilizá-los.

Em resumo, o PSOL faz parte de um governo burguês. O MES e os candidatos da Bancada de Esquerda Radical, na qualidade de parlamentares e dirigentes, incluindo Jones Manoel, também fazem parte do governo à medida que o sustentam e ajudarão a reelegê-lo. Mas tentam disfarçar esse apoio evidente com uma máscara “radical”.

Um programa radical ou de reformas do capitalismo?

O programa apresentado pela Bancada nada tem de radical. Vejamos o que diz sobre a dívida pública:

“Revogar o arcabouço fiscal e o conjunto de regras que promovem a austeridade permanente e limitam a capacidade do Estado de agir” e propõe: “Instituir um Regime de Planejamento Orçamentário orientado por metas físicas – sociais, ambientais e de soberania – capaz de mobilizar plenamente os fatores de produção.”

Como acabar com a austeridade fiscal e substituí-la por “metas físicas” sem eliminar o principal mecanismo de controle orçamentário? É a dívida pública, um mecanismo parasitário do capitalismo, que impulsiona a política de austeridade. Em 2025, o orçamento federal foi de R$ 5,72 trilhões, e o pagamento do serviço da dívida consumiu R$ 3,44 trilhões. Mencionam a dívida pública apenas para “auditar, recalcular e renegociar as dívidas de estados e municípios com a União”. E os credores da dívida pública, os bancos e grandes investidores? Não há nada sobre isso! Fingem que não existe dívida pública e que mais da metade do orçamento federal é destinada a ela. Nem sequer defendem a auditoria da dívida.

Sobre reestatização, há dois tópicos. O primeiro diz: “Reestatizar setores estratégicos, garantir soberania energética e criar a Terrabras”, mas não explica se os acionistas privados, muitos deles estrangeiros, serão indenizados. 

Renato Freitas, Glauber Braga, Sâmia Bonfim, Fernanda Melchionna, Fábio Felix e Vivi Reis.

A resposta provável a esta questão está no segundo tópico: “Instituir um Programa Nacional de Reestatização, coordenado pela União, para apoiar estados e municípios na retomada de serviços públicos estratégicos, com financiamento do BNDES e instrumentos fiscais e creditícios específicos”. Ou seja, a reestatização será financiada pelo BNDES, por meio de incentivos fiscais e de créditos. Na verdade, defendem a entrega de dinheiro público à iniciativa privada, que comprou estas estatais a preço de banana. A Vale do Rio Doce, por exemplo, foi vendida por R$ 3,3 bilhões e atualmente tem valor de mercado de R$ 334 bilhões. Seria um ótimo negócio vendê-la novamente ao Estado com “financiamento do BNDES”. O programa de reestatização dos “radicais” não passa de comprar as empresas de volta, com garantias aos acionistas privados. 

Em síntese, o programa resume-se a medidas para melhorar a distribuição de renda e fortalecer a economia nacional, como se a burguesia nacional não fosse sócia menor e subordinada ao imperialismo. O problema maior é que não defendem uma ruptura com a exploração do sistema capitalista, mas reformas graduais para torná-lo mais humano ou, dito de outro modo: “[…] um novo horizonte estratégico de soberania popular, justiça social e reorganização ecossocialista da economia”.

Em razão desta estratégia, seu objetivo é construir um “[…] movimento que pretende fortalecer a luta política e social dentro da Câmara dos Deputados”, ou seja, um movimento eleitoral que desvie as lutas da classe trabalhadora para o parlamento burguês. Uma bancada de esquerda que não fala em revolução socialista, mas em mudanças a partir do parlamento, não tem absolutamente nada de “radical”.

bancada radical Jones Manoel PSOL reformismo Sâmia Bonfim
Siga-nos no Instagram Siga-nos no YouTube Siga-nos no Facebook Siga-nos no WhatsApp
Share. Facebook Twitter Email Copy Link WhatsApp
Previous ArticleEleições 2026: reforma ou revolução
Next Article Trabalhadores dos Correios anunciam greve para 10 de setembro e exigem a cabeça do presidente da ECT indicado por Lula

Posts Relacionados

Lula e Bolsonaro lideram as eleições burguesas. Em quem votar?

25/08/2026 Eleições 2026

Bancários fizeram paralisação histórica!

24/08/2026 Nacional

Contra o arrocho e os ataques, vamos à greve!

23/08/2026 Nacional
Faça um comentário
Escreva seu comentário Cancelar resposta

Perfil do Gravatar

Apoie o MPR

Assine nosso manifesto, envie sua contribuição, entre em contato com os grupos locais.

Posts recentes

O capitalismo prepara uma nova pandemia

26/08/2026

Proposta de formação de um Grupo de Trabalho referente às eleições

25/08/2026

Lula e Bolsonaro lideram as eleições burguesas. Em quem votar?

25/08/2026

Bancários fizeram paralisação histórica!

24/08/2026

Organização revolucionária e as finanças

24/08/2026
Podcast do MPR
https://mpr-nacional.org/wp-content/uploads/2026/01/Podcast_mixagem.mp3

Fique por dentro

Receba as contribuições de nossos colaboradores em seu e-mail.

  • Quem Somos
  • Vídeos
  • Podcast

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.