Para derrotar as demissões, o fechamento de agências e os ataques a seus direitos, salários e saúde, promovidos por Lula e pelos banqueiros, bancários fazem paralisação histórica!
Nos últimos 10 anos, os bancos vêm batendo recorde de lucros, ao mesmo tempo em que há dezenas de milhares de bancários a menos e cerca de 8 mil agências fechadas — uma redução de 37%. Estamos trabalhando muito mais, adoecendo e sofrendo com o assédio e a superexploração.
Nos bancos privados, as demissões se multiplicam, enquanto nos bancos públicos são PDVs e a falta de novos concursos que levam à redução acelerada de trabalhadores.
As sucessivas campanhas salariais mantêm os salários praticamente congelados em termos reais, sem recuperar nada das perdas históricas e acumulando mais perdas indiretas, com o aumento das mensalidades dos planos de saúde e com equacionamentos, como no caso da Funcef.
O governo Lula é o patrão dos bancários da Caixa, BB, Basa e BNB e é o responsável direto pelo fechamento de agências, redução de empregados, ataques aos planos de saúde e aos fundos de pensão e precarização de todo tipo, como o plano de acabar com os caixas de agências. Nesta campanha salarial, isso se repete.
Vêm do governo Lula as principais ameaças, como no caso absurdo da proposta de mensalidades por faixa etária, que dobraria a contribuição e significaria a destruição do Saúde Caixa.
Diante da iminência das eleições presidenciais, este seria o melhor momento para os trabalhadores pressionarem o governo e forçarem a concessão de benefícios e atendimento de nossas demandas.
Infelizmente, porém, a direção majoritária do movimento, a Contraf/CUT, faz exatamente o contrário e tenta impedir que haja uma greve, para não “atrapalhar” a reeleição de Lula e protegê-lo.
Mas está difícil conter a base: a situação dos bancários é terrível e a indignação é crescente, o que fez com que esses mesmos dirigentes fossem obrigados a chamar um dia de paralisação, para dar uma resposta à base que está brava.
O dia 20/08 extrapolou qualquer expectativa e foi a maior movimentação da categoria em 10 anos, mostrando que existe uma disposição de luta enorme.
Agora, é preciso avançar mais e construir a greve antes do fim do mês, quando se encerra a atual Convenção Coletiva.
Não será em eleições que a vida dos trabalhadores irá mudar.
Ganhe quem ganhar, seguiremos sendo atacados, como estamos sendo há muitos anos, pelos mais diferentes governos.
Nós, bancários do MRS e do MPR, chamamos a todos os trabalhadores a unir forças entre os diferentes bancos e com as demais categorias em luta, como os Correios (cujo patrão também é Lula), metroviários, ferroviários, metalúrgicos, etc., e deflagrar uma forte greve, para derrotar os banqueiros, o governo Lula, os dirigentes pelegos e garantir, na ação direta, a conquista de nossas demandas.
