
Propagandas do PT
Uma das grandes propagandas do Lula é a representatividade; usa pessoas negras, indígenas, LGBTs e outros apenas para fins de marketing. O problema não é só a representatividade; é deixar que meia dúzia de pessoas decidam sobre todos os direitos dos trabalhadores, podendo retirá-los a qualquer momento. Isso é pura tática eleitoral; é puro reformismo e deixa a população cega, fazendo com que pense que não precisa se organizar, formar partidos ou ir às ruas. Assim, ele também cria uma sensação de incapacidade no subconsciente, combatendo uma possível revolução sem usar violência.
O Lula também diz que defende a soberania, porém negocia nossas terras raras com o Trump, fortalecendo empresas multinacionais e não deixando nada para o Brasil, e ainda finge ser um presidente progressista.
Reformistas
Nas eleições burguesas, sempre há um fenômeno chamado reformismo, quando alguém tenta, ao máximo, se eleger, esquecendo os princípios da revolução.
Os stalinistas dizem que reivindicam Marx, Engels e Lênin, mas fazem o contrário do que diziam. O Lenin queria um partido democrático. O que Stalin fez? Burocratizou e matou os revolucionários que se opuseram a ele. Marx e Engels fundaram a Primeira Internacional; Lênin, a Terceira. O que Stalin fez? Acabou com a Terceira Internacional e firmou diversos acordos com a burguesia. Os stalinistas continuam o seu legado votando em opções “menos piores” do que a extrema-direita. Quando uma pessoa apoia um governo burguês, seja de esquerda ou de direita, seja Lula ou Bolsonaro, chama-se reformismo. Isso não acontece apenas entre os stalinistas. A UP e outros grupos trotskistas, como o PSTU, também fazem campanha de apoio ao PT, alegando a volta do militarismo ou até do fascismo. O governo Bolsonaro não é tão diferente do PT; a diferença é que o Bolsonaro não finge que defende os trabalhadores. Ele tem falas racistas, homofóbicas, genocidas e de apologia ao fascismo, porém o Bolsonaro, em seu governo, não conseguiu implantar o militarismo nem o fascismo. Os reformistas acham que, se o Bolsonaro for eleito, vai ser o fim do mundo, implantando ideias na cabeça do povo, de que as eleições resolvem o problema da população, o que é uma mentira! O problema real no Brasil e no mundo é o capitalismo. Você pode falar mal do PT, mas, quando você vota nele, isso não importa. Falando bem ou mal, ele ainda tem 37% dos votos só no primeiro turno.
Extrema-direita
A extrema-direita está muito forte hoje em dia. Muito disso deve-se às suas “opiniões polêmicas” e às suas falas apelativas e preconceituosas.
Os políticos de extrema-direita, como o Nikolas Ferreira (PL), têm como alvo as minorias, como negros e LGBTs, dizendo seus preconceitos disfarçados de opinião. Nikolas Ferreira diz, em um podcast, que “é normal pensar em bandido preto e pobre”. A diferença entre o engravatado e o pobre é que o pobre segura a arma e o engravatado fica em segurança vendo tudo pela TV.
A extrema-direita tem muitas “opiniões fortes”, como a pena de morte. Eles oferecem soluções simples para problemas extremamente complexos. Renan Santos (MBL) prometeu que, se for eleito, vai acabar com as favelas em 10 anos. As favelas são uma construção social de séculos, e isso não é coisa simples, como ele diz. Em um vídeo do Renan Santos, ele mostra um policial militar e o candidato do MBL sentados na cadeira; enquanto isso, mostra casas sem reboco sendo pintadas e finalizadas. Parece mágica, né? Finalizar as casas das pessoas pobres não resolve nenhum problema, e ele provavelmente não vai fazer isso. As favelas existem por causa do capitalismo! Nesse vídeo tem um policial militar que parece “resolver” o problema da criminalidade. Mais polícia na favela não resolve a criminalidade! Essas facções, o PCC, o CV e as outras, lucram milhões. Não se deve matar o bandido de fuzil, mas sim prender o bandido que lucra com a morte deles, que muitas vezes não tiveram opção. A criminalidade é um problema social! A Polícia Militar comete assassinatos e genocídios contra trabalhadores todos os dias!
O bolsonarismo e as ilusões burguesas
No governo Bolsonaro, tivemos 700 milhões de mortes por COVID. Houve privatizações, cortes de verba, exaltação de torturadores e diversas falas racistas, homofóbicas e outros preconceitos.
O Bolsonaro faz apologia ao fascismo e pede intervenção militar, mas não consegue fazer isso. Ele tentou e falhou. Ele uniu os seus militantes para dar o golpe, e não conseguiu, pois ele foi impedido pelo governo dos Estados Unidos e não teve apoio do exército. Isso também não muda só com um presidente, mas com uma população inteira, por isso ele não conseguiu fazer nada. Para uma mudança dessas, é necessária uma população organizada, e o mesmo vale para a revolução proletária.
O Bolsonaro praticou lavagem de dinheiro, privatizações, rachadinha, golpes e desvio de dinheiro. O Flávio também está atualmente fazendo negociações com o Trump, tentando taxar o Pix, entregar terras raras e classificar o CV e o PCC como organizações terroristas, dando o direito aos Estados Unidos de invadirem o Brasil.
O que muitos confundem é que o Lula não é tão diferente do Bolsonaro. O Lula também desviou dinheiro, privatizou mais do que o Bolsonaro, negociou com o Trump, entregou nossas terras raras às multinacionais e seu governo também esteve envolvido em casos de corrupção. Isso mostra que os dois são governos burgueses; a diferença é que um não esconde que tem ideologias fascistas, e o outro se disfarça com um discurso de esquerda reformista.
Os reformistas que vão votar no Lula dizem que ele é “menos pior”, porém, na prática, a diferença entre os dois é quase nenhuma. O que os reformistas alegam é que o Bolsonaro é fascista, mas, na prática, ele não é. Se ele fosse fascista ou neofascista, não teria havido outra eleição para presidente. Além disso, vale lembrar que a polícia que mais mata é a do estado da Bahia, governada pelo PT há mais de 19 anos.
O stalinismo está com muita força hoje em dia, principalmente com o Jones Manoel. O stalinismo degenerou a União Soviética e sempre apoiou governos burgueses, alegando ser “menos pior”. Isso é tradição.
Hoje em dia, infelizmente, as organizações trotskistas também estão se degenerando e se iludindo com as eleições burguesas, incluindo o PSTU, que há muito tempo vem se burocratizando, e a LIT também. O PSTU está virando um partido reformista, como a UP, baseando o seu discurso nas eleições burguesas e em seus candidatos, principalmente o Hertz.
Não podemos nos iludir com as eleições burguesas. Diga não ao reformismo.
