Derrotar os planos de exploração de Lula, governadores e prefeitos, que negociam os direitos das mulheres a serviço dos patrões e do imperialismo!
O dia 8 de março é um marco internacional da luta das mulheres trabalhadoras contra a exploração capitalista e a opressão machista. As mulheres lutam todos os dias e, nesse 8M, queremos fortalecer a solidariedade com as mulheres estadunidenses, as imigrantes, as iranianas, palestinas, argentinas e ucranianas, que são parte ativa dos levantes contra os planos de seus governos e do imperialismo sob o comando de Trump! No Brasil, estamos com as mulheres indígenas que foram parte da luta vitoriosa pelo direito coletivo ao Rio Tapajós contra a privatização, impondo uma derrota importante aos planos de Lula e Boulos.
Enquanto Trump impõe uma ofensiva em diversos países, na tentativa de avançar com um projeto de recolonização, os governos adotam políticas nacionais de retirada de direitos da classe trabalhadora. Por outro lado, os trabalhadores e trabalhadoras estão saindo às ruas para lutar por seus direitos e protagonizar grandes mobilizações em diversas partes do mundo.
É muito importante fortalecermos a unidade do conjunto dos trabalhadores contra os ataques do imperialismo, contra toda retirada de direitos, o rebaixamento dos salários e pelo fim da escala 6×1. A precarização dos serviços públicos, a piora das condições de vida, o rebaixamento dos salários, o aumento da exploração do trabalho nos atingem de conjunto. Mas as mulheres trabalhadoras, as negras, as LGBT são as que primeiro sentem as consequências do aumento da exploração, pois essa sociedade capitalista, que reforça o machismo, empurra as mulheres para duplas e até triplas jornadas de trabalho, salários desiguais e trabalhos mais precários.
A unidade da classe contra a retirada de direitos passa também pela organização da luta contra os projetos do governo Lula, que, até agora, não revogou nenhuma reforma e avança com a reforma administrativa e as privatizações.
Mas também precisamos fortalecer a unidade dos trabalhadores na defesa da vida das mulheres. O feminicídio continua vergonhoso no Brasil. Enquanto os números de violência e morte aumentam no país, os governos cortam verbas destinadas ao combate à violência contra as mulheres! Tarcísio de Freitas, governador de SP, cortou, no ano passado, 70% do orçamento destinado ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Já o governo Lula deixou de aplicar 85% do valor destinado ao Plano de Ação do Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio. Quem corta dinheiro para combater a violência contra as mulheres não está defendendo nossas vidas! Também é preciso cobrar de Lula: cadê a legalização do aborto? As mulheres trabalhadoras seguem morrendo em clínicas clandestinas.
Para defender a vida das mulheres, é necessária a prisão inafiançável para quem espanca, estupra, intimida, assedia e mata mulheres! A autodefesa é fundamental. É fundamental exigir dos governos orçamento para o combate à violência. Chega de dar dinheiro aos patrões! Legalização do aborto, seguro e gratuito, já!
Nesse 8 de março, fortalecer a luta:
- Contra a retirada de direitos e o rebaixamento salarial!
- Pelo fim da escala 6×1!
- Basta de violência contra as mulheres!
- Pelo aborto legal, seguro e gratuito!
A luta das mulheres trabalhadoras faz parte da luta comunista contra o capitalismo!
A sociedade capitalista explora todos os dias o conjunto dos trabalhadores para enriquecer meia dúzia de patrões. Entre esses bilionários, muitos estão em círculos sociais de gente como Epstein, que usa mulheres e meninas para a exploração sexual. E muitos deles, escondidos sob a máscara de discursos moralistas e conservadores. No capitalismo, a opressão da mulher continuará sendo usada para aumentar a exploração e dividir os próprios trabalhadores.
Nosso caminho é organizar a luta por nossos direitos, sem confiança nos governos. Organizar a classe rumo a uma saída socialista e revolucionária. Por um mundo sem fronteiras! Nenhuma trabalhadora imigrante deve ser ilegal! Queremos todas vivas e livres! Sem opressão nem exploração!
Chamamos as companheiras e companheiros a virem conhecer o MPR – Movimento por um Partido Revolucionário!
