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Home»Nacional»Em defesa das lutas da Educação Pública
Nacional

Em defesa das lutas da Educação Pública

Por: Edu H. Silva, conselheiro estadual da APEOESP pela oposição
08/04/2026Nenhum comentário5 Mins Read
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Greve nos dias 9 e 10 de abril é o pontapé inicial.

Iniciamos o ano com a pior atribuição de aulas da história da nossa categoria, com muitos professores adidos e outros demitidos devido à criminosa avaliação de desempenho. Na primeira semana de aula, já estávamos esgotados, e caminhamos agora para abril bem pior do que começamos: com mais colegas adoecidos, crescimento assustador da violência nas escolas e aumento acelerado do assédio moral. Tudo isso somado aos ataques que Tarcísio (Republicanos) e seus aliados nos impõem com sua política de recusa em pagar o piso salarial e a falcatrua do bônus, que está longe de ser uma política de valorização. Isso sem contar o calote que está dando no INSS dos professores da Categoria O.

É necessário resistirmos a esses ataques. E não estamos sós. A educação municipal de São Paulo e a rede estadual do Rio de Janeiro aderiram à paralisação nacional do dia 9 de abril, que é parte da nossa greve de dois dias (09 e 10/04). Estamos diante de uma luta nacionalizada contra o desmonte da educação pública, promovido e aplicado por todos os governos municipais e estaduais. Isso demonstra que a boiada que passa por cima de nossos direitos tem o aval do governo Lula (PT). Além de financiar as privatizações das escolas com recursos do BNDES, continua apoiando a política de corte de investimentos na escola pública, devido ao Arcabouço Fiscal de Haddad.

Feder diminuiu as disciplinas de filosofia e de artes, entre outras, pois encontrou na Reforma do Novo Ensino Médio de Temer apoio legal para precarizar a escola. A recusa de Lula e Camilo Santana em revogarem as reformas reacionárias que pioraram o currículo também deu mais força ao governador Tarcísio para seguir com sua marcha privatizadora, em detrimento dos direitos básicos dos trabalhadores.

Não dá para esperar! Unidade da comunidade escolar, já!

Como tentativa de desmontar nossa greve, a direção da APEOESP (PT e PSOL) jogou peso apenas na construção do dia 10, descartando que nossa greve é de dois dias e a necessidade de sua construção. Bebel e o restante da Chapa 1 apostam na divisão dos trabalhadores da educação, criando confusão em nossa categoria. Em vez de fazer do dia 9 de abril uma experiência real de unificação das nossas lutas a nível nacional, que inclui o enfrentamento aos governos municipais e estaduais e a denúncia do caráter reacionário do MEC, que aplica a política dos ricos contra a escola pública. Por isso, Bebel quer desmontar o dia 9, como fez em 2013, para que os professores/as estaduais que enfrentavam Alckmin (na época, do PSDB) não se unificassem aos trabalhadores/as da educação municipal que enfrentavam Haddad (PT). É preciso romper o freio de mão puxado pela direção do nosso sindicato e avançarmos na organização de uma luta, a partir das comunidades escolares, contra todos os governos de plantão. Não podemos ficar reféns da lógica eleitoral que transforma nossas dores em barganha de voto.

Não dá para esperar! Unidade da comunidade escolar, já! Façamos como os secundaristas em 2015, que não aguardaram o calendário eleitoral e derrubaram o secretário de Educação, abrindo o debate na sociedade sobre o papel das comunidades escolares na construção de uma escola a serviço da classe trabalhadora.

Venha para o MPR!

Somos o Movimento por um Partido Revolucionário – MPR, formado por professores e professoras de oposição às burocracias sindicais representadas pela direção majoritária do SINPEEM e da APEOESP. Buscamos organizar um movimento a partir do chão de escola, para unificar a comunidade escolar contra os ataques de todos os governos de plantão. Defendemos uma escola que esteja a serviço dos trabalhadores, democrática e laica, em que os filhos da classe trabalhadora tenham direito ao futuro. Para isso, lutamos cotidianamente pela destruição do capitalismo, esse sistema que nos explora e oprime para lucrar com nossas dores. Venha conosco fazer parte da construção da oposição nos sindicatos e na organização das comunidades escolares!

O que defendemos

Escola pública de qualidade para os filhos/as da classe trabalhadora! Uma educação democrática, dirigida pelos Conselhos de Escola e administrada pela comunidade escolar.

Revogação do Novo Ensino Médio e das resoluções assediadoras, já! Nenhum estudante sem aula, nenhuma escola sem professor! Efetivação dos professores contratados e retorno da quantidade das disciplinas removidas do currículo!

Contra a plataformização do ensino. Em defesa da liberdade de cátedra! Que a comunidade escolar possa construir um currículo a serviço de sua libertação e pela construção de uma sociedade sem opressão e exploração!

Exigência à CNTE por uma Greve Nacional da Educação! É necessário que a CNTE convoque e organize uma Greve Nacional com trabalhadores/as da educação, em unidade com a comunidade escolar, em defesa de uma escola pública de qualidade para os filhos e filhas da classe trabalhadora!

Ensino noturno e da EJA presencial! Retorno do ensino noturno com a reabertura das salas de aula, atendendo toda a comunidade escolar e sem qualquer restrição de acesso!

APEOESP greve da educação MEC professores
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