Publicada originalmente em 5 de março de 2022.
A invasão russa da Ucrânia é uma agressão brutal de uma superpotência militar contra um país historicamente oprimido que jamais ameaçou a segurança da Rússia. Somente isso já seria suficiente para definir nossa posição ao lado do povo ucraniano contra esta agressão.
Em uma semana de guerra, são milhares de mortos e feridos, dois milhões de refugiados, destruição sistemática da infraestrutura ucraniana. Mas esta agressão sangrenta de Putin choca-se com a resistência heroica do povo ucraniano. Acompanhamos, em tempo real, uma mobilização de massas emocionante que utiliza coquetéis molotov contra um exército invasor armado até os dentes.
Obviamente, não se pode prever com precisão os desdobramentos deste enfrentamento desigual. Mas alguns elementos começam a ficar claros. Putin apostou numa conquista rápida de Kiev, com o mínimo de baixas civis, pois sabe da impopularidade, na Rússia, de atacar um país irmão como a Ucrânia. Ao que tudo indica, sua primeira ofensiva contra Kiev foi derrotada pela resistência do povo ucraniano. Mas foi apenas a primeira batalha de uma dura guerra ainda pela frente.
Putin se viu obrigado a adiar seu plano de conquistar Kiev logo de início, recuou e vem centrando esforços para tomar Kharkov, a segunda maior cidade do país, no Leste. No momento em que escrevíamos este material, não havia conseguido tomar Kharkov. Tenta, ao mesmo tempo, cercar Odessa e Mariupol, sem tampouco tomá-las.
Considerando todo o poderio militar russo, a guerra começou difícil para Putin. Uma lição para aqueles que pensam que uma guerra se decide somente por meios militares, como se fosse pura contabilidade de tanques e de soldados de cada lado. Os EUA perderam no Vietnã, no Iraque e no Afeganistão. A URSS perdeu no Afeganistão e na primeira guerra da Chechênia. Sim, é possível derrotar Putin.
Passada a primeira semana de guerra, restou a Putin dobrar a aposta, ordenando a intensificação dos ataques em todas as frentes. Crescem, assim, os bombardeios e as vítimas, incluindo crianças. Putin chegou ao cúmulo de atacar a usina nuclear de Zaporizhia, que está em chamas. E mesmo assim, Kiev e Kharkov seguem de pé.
Isto não quer dizer que não vão cair ou que já se possa afirmar que Putin esteja perdendo a guerra. Por mais heroica que seja a resistência ucraniana, existe um limite de quanto se pode resistir com coquetéis molotov contra armamentos pesados, inclusive bombas termobáricas, como as que Putin lançou contra a Síria. Pelas notícias que temos, há um avanço das tropas russas no sul da Ucrânia. Isso pode apontar para uma possível vitória militar de Putin. Mas estas primeiras dificuldades de Putin no terreno militar merecem atenção.
Por que Putin ainda não conseguiu tomar a Ucrânia?
Existem duas razões de fundo para estas dificuldades de Putin. A primeira é que uma guerra contra a Ucrânia é muito difícil de justificar internamente. São povos irmãos, grande parte dos russos tem parentes, colegas e amigos ucranianos. E é muito difícil convencer alguém de que a Ucrânia represente uma ameaça à segurança da Rússia ou de qualquer outra nação. Putin, seguido pelo stalinismo mundial que o defende, repete à exaustão um amontoado de mentiras, afirmando que a Ucrânia é um Estado, país ou governo fascista. Mas a cada dia que a guerra se prolonga, a cada criança ucraniana morta, a cada edifício ucraniano bombardeado, as justificativas de Putin se enfraquecem aos olhos do mundo e também perante a população russa.
O tempo corre contra Putin, e é por isso que ele fez todo um teatro de que não atacaria a Ucrânia, que os 150 mil soldados na fronteira estariam apenas realizando exercícios militares. Apostou no efeito surpresa, na confusão e no choque dos russos com o início da guerra. Não enganou somente o mundo inteiro, enganou também o próprio povo russo, que acreditou que não haveria guerra. É importante recordar os profundos laços históricos, familiares, econômicos e culturais que unem os povos russo e ucraniano, laços que estão sendo atacados por Putin, que tenta transformar povos que sempre se consideraram irmãos em inimigos.
Há um sério risco para Putin de que a população russa se volte massivamente contra ele e contra a guerra, como ocorreu nos EUA durante a guerra do Vietnã. Isso ainda não ocorreu, nem podemos prever prazos. Mas todas as informações disponíveis confirmam que há choques, estupefação e muita tristeza e indignação entre os russos sobre o que está ocorrendo. E já existe uma clara oposição em um setor considerável. Existem manifestações de rua e nas redes sociais, mesmo com toda a brutal repressão, e mais de 7 mil presos por protestarem. Aumenta a repressão e a censura na Rússia, o que reflete a preocupação de Putin com estes protestos.
Por isso, Putin tem pressa, pois tem consciência do risco que seu regime corre. E por isso apostou numa guerra rápida, com poucas baixas civis, com ataques ditos cirúrgicos contra alvos militares e de infraestrutura. Devido a estas considerações políticas, Putin se viu obrigado a entrar em guerra sem utilizar de imediato todo o seu potencial de destruição. E isso tem equilibrado a batalha, com baixas pesadas do lado russo também, apesar da dificuldade para confirmar os poucos dados a respeito.
Putin necessita, portanto, aumentar seu poder de fogo, ir a uma guerra mais crua e violenta, de larga escala, com mais destruição, mais mortes de todos os lados, mais bombardeios contra a população civil, mais caixões de soldados russos. Mas choca-se com o custo político de uma operação deste tipo e, por isso, vacila em dar este passo.
Isso não quer dizer que não possa fazê-lo. Putin está disposto a tudo para submeter a Ucrânia a qualquer custo. Por isso, ameaça utilizar armas nucleares, o que, por si só, já merece um rechaço de todos os povos, inclusive do povo russo.
A segunda razão para as dificuldades de Putin é que a força da resistência ucraniana não é um acaso imprevisto nem inexplicável. A Ucrânia passou por uma revolução em 2014, pela libertação do país da opressão russa, e Putin pretende ser o carrasco desta revolução. Os ideais de liberdade e independência na Praça Maidan seguem vivos e se vêm reforçados hoje. Daí a inspiração e a força para lutar.
Ao contrário do que ocorreu na Belarus em 2020, no Cazaquistão em janeiro deste ano e nas manifestações contra Putin em 2012 e 2021 na Rússia, a Maidan não foi derrotada em 2014. Foi interrompida, desviada, congelada. Por um lado, pelo contra-ataque de Putin, que anexou a Crimeia e ocupou Donetsk e Lugansk com mercenários financiados por Moscou.
Por outro lado, em função da crise de direção revolucionária, a revolução de 2014 foi canalizada e desviada pelas direções burguesas pró-imperialistas, dos governos ucranianos que se sucederam à Maidan, que implementaram um pacote de ajuste do FMI, reprimiram manifestações contrárias, mantiveram e aprofundaram a dependência econômica da Ucrânia em relação às potências da Europa e aos EUA.
Mesmo assim, a Maidan derrubou o candidato a ditador Yanukovich, dissolveu a Berkut, as tropas de choque que reprimiam as manifestações, conquistou liberdades democráticas inexistentes na Rússia. Isso é inaceitável para Putin.
Putin temia que a revolução ucraniana chegasse até a Rússia, por isso contra-atacou e ocupou um pedaço do país, numa antessala do que faz agora. Por outro lado, os governos que se sucederam na Ucrânia desde 2014, ao serem tão burgueses e pró-imperialistas quanto o governo Yanukovich, mantiveram o rumo da colonização da Ucrânia pelos capitais europeus e americanos, sem, portanto, resolver a questão da independência de fato do país. Para conquistar uma Ucrânia livre, independente e soberana, é necessário um governo disposto a romper com o imperialismo, o que nem Yanukovich, nem Poroshenko nem Zelensky podem fazer. Somente um governo da classe trabalhadora ucraniana pode, de fato, libertar o país. Apesar destas considerações, o regime bonapartista de Yanukovich foi derrotado em 2014, o que Putin não conseguiu evitar. E por isso, tenta resolver agora a questão, subjugando a Ucrânia pelas armas.
Uma Ucrânia livre, independente e democrática, como exige o povo ucraniano, é inaceitável para Putin e para a burguesia russa. Mas é um ideal que segue mais vivo do que nunca nos corações e mentes do povo ucraniano. A moral das tropas e do povo ucraniano para combater é muito alta, sabem pelo que estão lutando e que vale a pena lutar. O que contrasta com os soldados russos, que mal sabem por que estão lá, como demonstram inúmeros vídeos de soldados capturados, muitos dos quais pensavam estar em exercícios militares, ou que seriam recebidos pelo povo ucraniano como libertadores ou sequer tinham clara consciência de que estavam na Ucrânia. Estes também foram enganados por Putin.
Estes dois fatores tornam a guerra muito mais complexa do que Putin previa no início.
Uma luta muito dura pela frente
Isso não significa, de forma alguma, que Putin não tenha saída. A superioridade militar russa é brutal, é uma luta muito dura. Putin pode vencer a guerra e derrubar o governo em Kiev. Se considerarmos apenas a superioridade militar russa, esta é, inclusive, a hipótese mais provável. Mas o campo militar é o único no qual Putin tem superioridade e, mesmo assim, pelos motivos expostos acima, uma superioridade relativa. Em todos os demais campos, Putin está perdendo. Está perdendo a guerra de informação, a guerra diplomática e na arena econômica. São poucos os governos que o apoiam diretamente. Hoje podemos afirmar com certa confiança que Putin é a pessoa mais odiada do planeta pelos povos de todos os continentes. Assim como somos testemunhas de uma imensa onda de solidariedade e simpatia à resistência ucraniana. Putin contabiliza a China e a Índia ao seu lado, mas mesmo estas têm feito declarações para se diferenciar de Putin. Não votam na ONU nem com os EUA nem com Putin, preferindo abster-se.
Ao mesmo tempo, além da inferioridade militar, a Ucrânia tem uma grande desvantagem que pode ser crucial para uma possível derrota: sua justíssima luta é dirigida pela burguesia ucraniana, na figura de seu presidente, Zelensky. Uma burguesia que já demonstrou sua absoluta covardia, que sempre se satisfez em vender a Ucrânia ora à Rússia, ora aos EUA e à União Europeia. Esta burguesia pode, a qualquer momento, assinar uma rendição quando é possível resistir. É fundamental que a resistência organizada, comitês de defesa territorial, organizações de trabalhadores, assumam a direção da luta popular e nacional contra o agressor Putin.
Mas, mesmo que a Rússia consiga uma vitória militar, a resistência do povo ucraniano e o descontentamento do povo russo com a guerra, combinados com os efeitos da crise econômica mundial agravada pelas pesadas sanções econômicas que a Rússia está sofrendo, tornarão quase impossível para Putin estabilizar a situação. Tudo isso aponta para um período de crise prolongada em toda a região, incluindo a própria Rússia, bem como a Belarus, o Cazaquistão, o Cáucaso e outras regiões da ex-URSS.
O imperialismo se relocaliza
Esta situação obrigou o imperialismo a mudar sua política. Até o início da guerra, tanto os EUA quanto a União Europeia apoiavam a Ucrânia apenas de boca. A Alemanha estabeleceu um embargo de armas ofensivas contra a Ucrânia e vende exclusivamente armas defensivas, como sistemas antiaéreos. Biden declarou, antes da guerra, que se Putin ocupasse “apenas a região do Donbass”, isso não seria considerado uma invasão. Quase uma carta branca a Putin para agir. Da mesma forma, a Alemanha se recusava a incluir entre as possíveis sanções o bloqueio do gasoduto Nort Stream 2 ligando a Rússia à Alemanha sem passar pela Ucrânia, e a União Europeia se recusava a discutir o desligamento da Rússia do sistema SWIFT de transações financeiras internacionais. As primeiras sanções aprovadas eram simplesmente ridículas. Mas a resistência ucraniana e a imensa onda de solidariedade que a acompanha obrigaram estes governos a se relocalizarem. Foram 100 mil nas ruas de Berlim exigindo que o novo chanceler alemão, Olaf Scholz, saísse de cima do muro.
O imperialismo, que contava com que Putin fizesse o serviço sujo de massacrar a indomável Ucrânia, contando ainda com desgastá-lo neste processo, passa agora a cavalgar o movimento, com pesadas sanções econômicas e total isolamento diplomático da Rússia, se não contarmos o papel patético cumprido pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro e por Nicolás Maduro na Venezuela.
A política de Putin de fato ajuda ao imperialismo e à OTAN
Os imperialismos americano e europeu tentam agora posar de defensores da democracia, quando há apenas um mês e meio calavam-se sobre a repressão russa contra o levante do povo cazaque contra a ditadura no país.
Foi Putin, com sua política, que abriu esta possibilidade para o imperialismo. Biden vinha numa crise brutal de seu governo, e agora tem espaço para se apresentar como o defensor da liberdade e da democracia na Ucrânia. A Alemanha conseguiu, finalmente, a desculpa para desatar as amarras que a impediam de participar de conflitos militares desde a Segunda Guerra Mundial e já anunciou que vai triplicar seu orçamento militar. A OTAN, que vinha em crise de identidade, com dificuldades para justificar sua própria existência, se reafirma agora hipocritamente como “uma aliança para a defesa e pela paz”. Países que nunca haviam aderido à OTAN agora discutem abertamente a questão, como a Finlândia e a Suécia. A União Europeia, que se recusava a incorporar a Ucrânia, agora está prestes a aprovar um fast track para aceitá-la no bloco. Depois de 9 dias de guerra, a Moldávia também pediu para ser aceita no bloco. Tudo isso é “mérito” de Putin. Aqueles que consideram Putin um grande estadista e estrategista precisam acordar de seu sono profundo e encarar a realidade: Putin está prestando um grande favor ao imperialismo e à OTAN!
Não há caminho de volta à situação anterior à guerra, a caixa de Pandora foi aberta. A invasão russa já tende a ser o maior conflito militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. É uma expressão da crise da ordem mundial imperialista, que, ao mesmo tempo, a realimenta.
A invasão russa, por um lado, e a heroica resistência ucraniana, por outro, compõem o grande fato da realidade, eclipsando a própria pandemia de COVID-19. E seu desfecho determinará o próximo período.
Por tudo o que foi dito acima, mesmo considerando a existência de dois blocos contrarrevolucionários, um capitaneado pela Rússia opressora e agressora, e outro composto pelo imperialismo dos EUA, pela OTAN, interessada em expandir-se no leste europeu, e pela União Europeia, desejosa de colonizar diretamente a Ucrânia sem precisar passar pelo intermediário Putin, nossa posição é clara. Parte da centralidade da questão da opressão, da agressão e da ocupação militar russas contra uma Ucrânia que luta valorosamente pelo seu direito a existir como nação independente, livre, democrática e soberana. Sabemos o nosso lado.
Putin e o stalinismo mentem para justificar a agressão
O aparato stalinista mundial defende o agressor Putin, com a narrativa da “desnazificação” da Ucrânia. No entanto, Putin está aplicando na Ucrânia os mesmos métodos que Hitler utilizou para invadir a URSS na Segunda Guerra Mundial. O fato é que a invasão russa não tem nada a ver com nenhuma “desnazificação”; essa é só a cortina de fumaça de Putin para justificar o injustificável perante o público interno russo. A razão de fundo é que uma Ucrânia democrática, livre e soberana, bandeira da Revolução da Maidan de 2014, é inaceitável para a burguesia russa, que necessita de regimes ditatoriais, repressivos e policialescos em todos os territórios da ex-URSS, à imagem e semelhança do regime de Putin. Uma Ucrânia livre seria um “mau exemplo” para os países da região. Não há nada que Putin tema mais do que novas Maidans, na Belarus, no Cazaquistão, no Cáucaso… e na Rússia!
Putin afirmou, ainda antes da guerra, que a nação ucraniana nunca existiu e que foi uma invenção de Lenin e dos bolcheviques. Por isso, disse que queria “descomunizar” a Ucrânia, para eliminar qualquer vestígio de independência e soberania desta nação que teima em se afirmar. Putin nega o direito da Ucrânia a existir enquanto nação, e essa é a razão de fundo da guerra.
E aqui reside uma grande lição: o stalinismo-burguês, que usa dos métodos de falsificação, mentiras, repressão e violência tradicionais do velho stalinismo, mas agora para defender regimes diretamente capitalistas como o de Putin, de fato está e sempre esteve contra a política de Lenin de defesa do direito à autodeterminação das nacionalidades oprimidas. Uma política oposta pelo vértice à política de opressão stalinista, que transformou a ex-URSS em uma prisão de povos, e que hoje é copiada e reivindicada por Putin. O stalinismo está com Putin. O leninismo está com a Ucrânia!
Cercar a Ucrânia de solidariedade!
É um dever de todas as organizações de trabalhadores, democráticas, estudantis, de direitos humanos, todos os socialistas, democratas, pacifistas, todos os que estejam contra a agressão russa, organizarmos juntos manifestações e atividades de solidariedade à Ucrânia.
A defesa categórica e o apoio à heroica luta armada do povo ucraniano contra a invasão russa são uma necessidade. Contra as posições que defendem uma paz em abstrato, quando a única resposta possível perante uma invasão militar é a guerra contra o invasor. Não estamos a favor da “paz dos cemitérios de Putin”, nem de uma intervenção da OTAN na guerra, nem tampouco da incorporação da Ucrânia à Otan, o que a converteria em uma base militar do imperialismo. Estamos pela derrota da invasão russa pelas mãos do próprio povo ucraniano.
Devemos exigir armas e apoio econômico ao povo ucraniano para enfrentar a ofensiva russa. Armas dos países que dizem apoiar a Ucrânia, para que a resistência ucraniana possa lutar. Mas, de forma alguma, aceitaremos tropas da OTAN para substituir as da Rússia. Não pode haver aqui ilusões sobre os objetivos da OTAN, que não têm nada a ver com liberdade, democracia e soberania.
Uma ofensiva militar da OTAN na Ucrânia teria como objetivo converter o país em uma semicolônia militar. Não queremos substituir a opressão russa pela opressão da OTAN. A OTAN representa os governos da União Europeia e dos EUA em busca do controle econômico direto sobre a Ucrânia, sem a obrigação de passar por Putin.
Devemos também exigir que todos os governos rompam relações diplomáticas e econômicas com a Rússia invasora, como fazemos em relação a Israel ou como a seu tempo foi feito contra a África do Sul do apartheid.
É preciso que os sindicatos estimulem ações de boicote ao comércio e aos negócios com a Rússia e busquem também contatos com sindicatos ucranianos em luta. Devemos fazer o mesmo com os movimentos de juventude e de luta contra as opressões, sempre tentando entrar em contato com a resistência ucraniana e organizando campanhas de apoio político e material.
Fora as tropas de Putin da Ucrânia, todos às ruas!
