A redução da jornada de trabalho é aprovada por 73% dos brasileiros, segundo pesquisa de opinião da Nexus. A classe trabalhadora brasileira, explorada pelos grandes empresários, vem se mobilizando pela redução da jornada sem redução salarial. Por esse motivo, o governo Lula e o Congresso discutem a elaboração de uma lei para acabar com a jornada de trabalho 6 x 1.
O movimento pela redução da jornada de trabalho exige a escala semanal de 36 h, mas Lula apropriou-se do movimento e agora tenta impor a redução para 40 h semanais, ou pior, já que alguns parlamentares querem manter 44 h semanais com modificações. A classe trabalhadora brasileira não pode permitir que o governo e os empresários roubem a reivindicação original. O problema é que as entidades sindicais, federações e sindicatos da CUT e demais centrais governistas agem em consonância com o governo: desvirtuam a bandeira de luta original e a transformam em bandeira eleitoral.
Precarização, uberização e informalidade: a realidade da classe trabalhadora
Enquanto o governo Lula tenta sequestrar e modificar as nossas bandeiras de luta para nos impor derrotas, avançam no Brasil os acidentes de trabalho, a precarização, privatizações e a informalidade. As pesquisas que transformam informalidade, bicos e trabalhos sem carteira de trabalho em índices de emprego escondem essa realidade que atinge em cheio a classe trabalhadora. Com 700 mil acidentes de trabalho em 2024 e pelo menos 50% da população economicamente ativa sem vínculo formal de trabalho, as instituições do Estado tentam piorar ainda mais nossa vida. O STF projeta a imposição da pejotização na relação trabalhista, ao mesmo tempo em que se afunda no escândalo do Banco Master. O governo Lula inclui, no plano de desestatização nacional, saneamento, portos, rodovias e hidrovias, com financiamento do BNDES. Demite milhares por meio de privatizações e ainda veta integralmente a lei de reincorporação dos eletricitários demitidos na privatização da Eletrobras.
O projeto de Lei 152/25: um ataque aos trabalhadores de aplicativo
O governo chama de regularização, mas, na verdade, esse projeto de lei tem como objetivo arrecadar mais impostos para pagar os banqueiros (pela dívida pública). As diversas mobilizações de rua e os breques de motoristas em todo o Brasil mostram que os motoristas estão insatisfeitos com a exploração pelas plataformas, mas não querem que essa lei seja aprovada, pois vai diminuir os ganhos e ainda reconhecerá, na lei, um conjunto de práticas exploratórias que sofrem nas plataformas.
A alternativa dos trabalhadores: lutar, resistir e conquistar direitos
Nesse cenário, as lutas dos indígenas em Santarém e Altamira, a greve dos técnicos das universidades federais e o “breque” dos motocas de aplicativo compõem a resistência que aponta o caminho a seguir. A bandeira da redução da jornada para 36 h semanais, sem redução de salário, assim como a rejeição do PLP 152, são bandeiras mais do que justas, são necessárias e devem ser levantadas nas greves e mobilizações da classe trabalhadora em todo o país. Os empresários, os banqueiros, seus políticos e juízes lucram muito com a exploração dos trabalhadores e já bancam uma campanha pública contra o fim da escala e pela “regularização dos aplicativos”. É hora de conquistar direitos e derrotar os empresários!
Redução da jornada de trabalho para 36 h, sem redução de salários!
Não ao PLP 152/25!
Viva a luta dos trabalhadores no mundo todo!
