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Home»CSP-Conlutas»Resolução sobre a Venezuela
CSP-Conlutas

Resolução sobre a Venezuela

Por: MPR, MRS e independentes
16/03/2026Nenhum comentário11 Mins Read
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Considerando que: 

1 – A população venezuelana é governada por uma ditadura burguesa, pró-imperialista, que ataca e reprime sistematicamente os trabalhadores.

2- O ditador venezuelano Nicolás Maduro foi sequestrado, junto com sua esposa, Cilia Flores, pelo governo ianque de Donald Trump, numa operação criminosa, assassina e que atenta contra a soberania e a independência nacional.

3- Esta ação foi antecedida por ataques e assassinatos a integrantes de embarcações em alto-mar, durante várias semanas, além de um bloqueio comercial e de roubo de navios petroleiros, numa ação de pirataria.

4- A agressão militar contra a Venezuela, assim como a invasão russa da Ucrânia, o genocídio em Gaza e o ataque ao Irã, mostram a farsa do chamado “direito internacional”. O que conta é a força bruta visando oprimir e colonizar os povos.

5 – Mesmo após o sequestro do ditador Maduro, o regime foi mantido, com a ditadura continuando no poder por meio da vice-presidente, Delcy Rodríguez, agora presidente de fato; seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento do país; e Diosdado Cabello e Padrino López, todos em estreita colaboração com o governo Trump e cúmplices do ataque à Venezuela, seja antes de sua execução ou depois.

6 – Os trabalhadores da Venezuela sofrem com o desemprego em massa, a miséria crescente e o aumento do custo de vida há muitos anos. 

7- O governo Maduro, assim como o de Chávez, era de direita, burguês, manteve o pagamento da dívida externa, a remessa de petróleo aos Estados Unidos e a propriedade privada dos grandes meios de produção, além de ser responsável por um nível gigantesco de corrupção.

8 – A realidade venezuelana é agravada por conta da violência da ditadura contra os trabalhadores, antes por parte do governo de Maduro, e agora pelo de Delcy. Além da exploração econômica e crise social por que passam os venezuelanos, também as suas liberdades democráticas estão suprimidas ou profundamente abaladas. 

9 – Não há nada de progressivo a defender no governo da Venezuela. É, e era, um governo neoliberal e, ao mesmo tempo, parte de um regime ditatorial, que precisa ser derrubado urgentemente! Agora, agravado por ser diretamente subalterno às ordens de Trump e do imperialismo.

10- Apesar de os programas sociais oficiais terem crescido durante os primeiros anos do regime, especialmente quando o preço do barril de petróleo ultrapassava os US$ 100, sempre foram os grandes burgueses, os empresários e os ex-militantes ligados ao chavismo, chamados de boliburguesia (a burguesia bolivariana), os que mais se beneficiaram. Rios de corrupção, incluindo esquemas de propina junto à Odebrecht, e uma política de concessões de empresas e benefícios comuns aos governos burgueses garantiram riqueza para políticos e burgueses governistas, destinando pequenas somas aos programas sociais. Quando os preços do petróleo despencaram, os programas sociais tiveram cortes severos, a inflação disparou e a maioria da população caiu na pobreza e na miséria ainda maiores. 

11- A quantidade de pessoas pobres, miseráveis e desempregadas explodiu; o percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza superou 80% da população, e o número de miseráveis na Venezuela é cada vez maior. Milhões de refugiados, que tiveram que fugir para outros países para poder sobreviver. Há cerca de oito milhões de venezuelanos refugiados pelo mundo. No Brasil, são mais de 500 mil. 

12- É esta situação objetiva que empurrou milhões de venezuelanos às ruas, em grandes jornadas de luta nos últimos anos, por emprego, comida, salário, direitos sociais e condições de vida. Uma luta que só uma revolução socialista, com a derrubada da ditadura, a ruptura com o imperialismo e a expropriação da burguesia, pode atender. É esta luta que, ainda de modo inconsciente, os trabalhadores travaram nas ruas nos últimos anos, mas foram ferozmente atacados. 

13- O «Socialismo do séc. XXI» mostrou-se uma farsa. Não há, nem nunca houve, socialismo na Venezuela, muito menos um governo dos trabalhadores. É um regime ditatorial, semicolonial, a serviço do imperialismo e que explorava as massas, com eventuais concessões sociais para que a luta de classes não explodisse.

14- Na ausência de uma organização revolucionária capaz de apresentar uma saída pela esquerda, foi o outro setor capitalista do país, a velha direita, quem cresceu e venceu as últimas eleições, que foram completamente fraudadas.

15- A declaração de Lula sobre a agressão dos EUA não citou o nome do Maduro (presidente de fato, deposto e capturado), nem mencionou o país agressor (EUA) nem o presidente agressor (Trump)! Não houve um único gesto efetivo do governo brasileiro contra as ações criminosas dos Estados Unidos.

16- Da mesma maneira, Lula ficou calado a respeito de uma agressão contra toda a América Latina, que é a presença de toda uma armada americana, com porta-aviões, fragatas, destroiers, etc., com um objetivo explícito e assumidamente imperialista. Ao contrário, Lula se diz amigo de Trump, que, entre eles, «rolou uma petroquímica» e que se deram muito bem.

O Congresso da CSP-Conlutas resolve:

1- Lutar para expulsar o imperialismo da América Latina e pela derrota de Trump e dos ianques na Venezuela!

2- Lutar pela expulsão da marinha norte-americana das águas da América Latina, exigindo medidas de todos os governos.

3- Lutar pela derrubada da ditadura na Venezuela, por amplas liberdades democráticas, de organização sindical e popular, e pela liberdade dos dirigentes sindicais e de todos os presos políticos.

4- Exigir a imediata devolução de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores. Que ambos sejam julgados por um tribunal popular na Venezuela. O que não significa apoio político algum a Maduro.

5- Denunciar a oposição entreguista e traidora, de María Corina, Edmundo González, Guaidó e Capriles,

6- Denunciar o novo governo chavista de Delcy Rodríguez como entreguista, capacho de Trump, que assinaram a entrega do petróleo a Trump e são cúmplices do bloqueio contra Cuba

7- Chamar os lutadores, organizações e partidos que se reivindicam dos trabalhadores, populares, de esquerda ou democráticos a realizar ações contra o conjunto das ações imperialistas, em defesa da autodeterminação dos trabalhadores da Venezuela e pela exigência de medidas concretas por parte do governo Lula.

8- Lutar pela expropriação dos meios de produção, dos bancos e das multinacionais norte-americanas na Venezuela. Estatizar 100% do petróleo e interromper o fornecimento aos Estados Unidos e aos demais países agressores.

9- Apoiar a luta do povo venezuelano para construir uma alternativa à ditadura burguesa de Delcy e à oposição burguesa, pois só uma saída dos próprios trabalhadores e de suas organizações populares, sindicais e estudantis é capaz de libertar verdadeiramente a Venezuela.

10- Apoiar a organização dos explorados da Venezuela por meio de comitês populares em bairros, fábricas e escolas; por uma verdadeira revolução socialista que assuma o poder e imponha um governo dos trabalhadores. 

11- Exigir que o Brasil retire seu embaixador dos Estados Unidos, expulse o embaixador yankee no Brasil, e interrompa toda relação comercial com o imperialismo americano até que cessem as agressões à Venezuela e seu povo.

Assinam:

Adriana do Carmo – Oposição Educação/PA; Alexa ID – ativista LGBTQIA+ Petrópolis RJ; Alexandre Elias – Sinasefe IF Fluminense; Alexandre Leme – Diretoria Executiva dos Sind. dos Metroviários de SP; Aline Galhardo- Caixa Econômica/RN/FNOB; Altino Prazeres – vice-presidente do Sind. de Metroviários de São Paulo, Secretaria Executiva Nacional Conlutas; Ana Carolina Nicolay – professora da rede municipal de SP; Ana Paula P Barreto – Banrisul/Oposição Bancária/RS/FNOB; Angélica Olivieri – base do Sintrajud-SP; Barbosa – oposição Correios SP; Basílio – operário em Macaé RJ; Bernardo Cerdeira – aposentado CEF MNOB SP; Camila Oliveira – CA Geografia Udesc; Carlos Bruno – oposição Sintrasem/Florianópolis; Carlos Rogério Muller – oposição Sintrasem/Florianópolis; Cícero Dantas – Oposição Correios São Paulo; Cilda Sales – Coletivo Reviravolta/SEPE; Claudia Schumacher – oposição Correios/SC; Clausmar Luiz Siegel – operador de produção de petróleo e membro da direção do SindiPetroRJ; Clodoaldo Rodrigues – base do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amapá; Cremilton Alves – oposição Correios/SP; Crispim de Souza – presidente da Associação dos Agricultores e Extrativistas do Maracá AP-ACAEXMA; Cristóvão Steck Brunelli – Aposentado Caixa, MNOB/SP, Oposição Bancária/SP; Daniel Almenteiro – professor/PA; Daniel Filho – Caixa Federal/PA/FNOB e presidente da Asebef; Daniela – Movimento Popular/Associação do Bairro Santa Edwiges de Itaúna/MG; Danielle Bornia – minoria SEPE Niterói; Danilo Araujo – coordenador Sintufepe/UFPE; Dário Gonçalves – oposição Judiciário/PA; Dayse Oliveira – minoria Sepe São Gonçalo; Divana Maia – advogada/PA; Douglas – ativista do Movimento Negro Petrópolis RJ; Edson Santana – aposentado Correios RJ/BA; Eduardo Henrique Nascimento Silva (Edu H Silva) – conselheiro estadual da APEOESP pela oposição; Elizabete Bernardo de Oliveira – diretora SINTE-SJ, oposição SINTE-SC; Ellen Martins Catini – Santander/Oposição Bauru/FNOB; Elton Corrêa – presidente do Sindsemp/AP e diretor da FENAMP; Etiene Avelino – diretora SEPE regional 2 Coletivo Reviravolta/SEPE; Fábio Nogueira Andrade – suplente da Diretoria do Sindicato de Bancários do RN; Fábio Quadros – oposição STAP Guarulhos; Feliciano Espinhara – servidor aposentado da UFRPE, fundador do Sintufepe; Fernanda Ortiz Vieira – Bradesco/Oposição Bauru/FNOB; Fernando Costa Fllho – Caixa Federal/RN; Fernando Machado – diretor SEPE central Coletivo Reviravolta/SEPE; Fernando Saraiva – diretor sindicato de Bancários do Ceará, direção estadual da CSP-Conlutas Ceará; Gabriela Santetti – educação SC; Gabriela Schmidt – Ação Feminista Benedita Farias/SP; Genival Cruz – diretor do sindicato dos servidores da HBSERH-AP; Gilmar Salgado dos Santos – urbanitário, ex-dirigente do Sintaema-SC; Gleidson Rocha – base do SEPE Macaé RJ; Gonzaga – construção civil Fortaleza CE; Guilherme Rocha da Silva – Banco do Brasil/RS; Gustavo Kelly- Coletivo Reviravolta- Sepe/RJ; Gutemberg da Costa Bastos – manobrista; Heitor Fernandes – oposição de Correios-RJ; Henrique Torales – Oposição Correios/RS; Herlon Siqueira – Coletivo Reviravolta/SEPE; Hojo Rodrigues – jornalista/GO; Ian Bortolomiol – oposição Correios/RN; Igor S. Oliveira – MRS/BA; Ivan Bernardo – oposição APP-Sindicato Paraná; Jhony Silva – servidor Saúde/PA; João Gimbarski – oposição APP-Sindicato Paraná; João Paulo Moura Magno – oposição sindical Urbanitários/Pará; Jóe José Dias – bancário Florianópolis; José Barreto da Silva (Zé Barreto) – conselheiro regional da APEOESP pela oposição; José Gilmar Júnior – oposição Educação/PA

José Guerra de Lira Junior – Bradesco/Oposição Bancária PE/FNOB; Josielly Pereira – oposição Saúde/PA; Juan Dozza – oposição Correios/RS; Júlia Eberhardt – Movimento Nacional de Oposição Bancária RJ; Julio Negão – oposição de Correiros RJ; Kelvin De Angelis – Caixa Federal/RN/FNOB; Leandro Gonçalves – Banrisul/Oposição Bancária/RS/FNOB; Leandro Martins – oposição Saúde/PA; Lenilson Santana – minoria da Direção da FASUBRA; Lígia Carla – diretora Sintep Ananindeua/PA; Lucas Antonio Nizuma Simabukulo – diretor do Sinpeem pela Oposição e membro da Executiva Estadual da CSP-Conlutas SP; Luciano Mendonça – Caixa Federal/RS/FNOB; Luckacs – oposição Educação/PA; Maicon – minoria de direção SindipetroLP; Manoel Ovídio – diretor Sintep Ananindeua /PA; Marcio Santos Alves – oposição Correios/RS; Marcos Francisco da Silva – oposição Sintrasem Florianópolis; Marcus Vinicius, Conselho Deliberativo APCEF/SP – Oposição Bancária; Maria Luzinete Vanzeler – UFMT – base do Andes-sn; Marina Soares – UFSC – Frente Base Fasubra; Marta Turra – Caixa Federal/RN/FNOB; Matheus Crespo – Secretaria Executiva Nacional CSP-Conlutas e Caixa Federal/RN/FNOB; Morales – diretor Sintep Bragança/PA; Narciso Fernandes Soares – diretor do sindicato dos metroviários de SP; Natália Luz – base do SEPE Rio das Ostras RJ; Nilvia Batista – oposição Saúde/PA; Obérti Mayer – base Sinasefe SC; Osley Cardoso (Oz) – conselheiro regional da APEOESP pela oposição; Otávio Aranha – Coletivo Por Uma Outra Esquerda na Adufpa, base Andes-sn; Paulo Cesar de Almeida – oposição Correios Campinas; Paulo Melo – oposição judiciário/PA; Paulo Weller – oposição de professores municipais de Santa Maria e São Sepé e Democracia e Luta RS, Oposição CPERS; Rafael Borges – coordenador geral do SEPE Macaé RJ; Raimundo Araújo – oposição Educação/PA; Raimundo do Carmo – oposição Judiciário/PA; Raquel Polla – movimento nacional de oposição bancária Paraná; Reginaldo Afonso – oposição sindical correios-RJ; Roberto Baeta – minoria SEPE; Roberto Melo – oposição Judiciário/PA; Ronaldo Sampaio – coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Pernambuco e coordenador jurídico da FENAMP; Roque Luiz Pegoraro – oposição Sintrasem Florianópolis; Sabrina Luz – base do SEPE Macaé RJ; Samantha Guedes – Coletivo Reviravolta/SEPE; Sandra Moreira – Coletivo Por Uma Outra Esquerda na Adufpa, base Andes-sn; Selma Gomes – UFSC – Frente Base Fasubra; Sérgio Perdigão – minoria SEPE-RJ; Severo – oposição SindSaúde/RN; Shaiene de Carvalho – conselheira estadual da APEOESP pela oposição; Simone Maria – conselheira fiscal SEPE regional 2 Coletivo Reviravolta/SEPE; Sinoélia Silva Pessôa – Aduneb BA – base do Andes-sn; Ubiratam Ferreira – Conselho Fiscal do SINDSEMPPE; Vandemberg Pastana – oposição Educação/PA; Vanessa Baia – Movimento Popular/Associação do Bairro Santa Edwiges de Itaúna/MG; Vítor Rittmann – oposição Correios/RS; Viviane Pacheco – oposição Correios/RS; Wagner Miquéias Damasceno – Coletivo Andes em Luta; Wellington de Oliveira Nascimento – Magrão – oposição Correios, delegado sindical CDD Vergueiro e comissão jurídica da Fentect; Wilson Jefferson Flores – Banrisul/Oposição Bancária/RS/FNOB

imperialismo Maduro Trump Venezuela
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