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Home»Especial Ucrânia»A guerra da Ucrânia em nova fase: a possibilidade real de derrotar Putin
Especial Ucrânia

A guerra da Ucrânia em nova fase: a possibilidade real de derrotar Putin

Por: Diego Russo
20/05/2026Nenhum comentário12 Mins Read
Refinaria de petróleo de Ilski, no sul da Rússia
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Por: Diego Russo

Depois do vexaminoso desfile de 9 de maio, em que Vladimir Putin precisou implorar a Trump que negociasse, com o governo ucraniano, garantias de segurança para a comemoração do “Dia da Vitória” em Moscou, tornou-se mais difícil ocultar o desgaste político, militar e econômico do regime russo. Ainda mais humilhante foi a resposta do presidente ucraniano, Zelensky, de que “autorizava” a realização das comemorações do 9 de maio na Rússia.

A simbologia é poderosa: desde que Putin chegou ao poder, vem instrumentalizando as comemorações do dia da grande vitória dos povos da URSS contra Hitler como um dia de “sua” vitória. Pois o presidente russo, que em 2022 sonhava conquistar a capital ucraniana, Kiev, em poucos dias, hoje teme ataques em plena Praça Vermelha, em Moscou, a 500 km do front, durante sua principal data “patriótica”.

Uma nova situação na guerra

Terminada a trégua solicitada por Putin, a Rússia realizou um grande ataque, em 14 de maio, contra cidades ucranianas com drones e mísseis, atingindo áreas residenciais e matando civis, inclusive crianças. Somente em Kiev, 24 civis foram mortos. Incapaz de alcançar uma vitória decisiva no front, o regime de Putin recorre ao terror contra a população civil. Mas a resposta ucraniana imediata também reflete a mudança de cenário: refinarias, portos, aeroportos e instalações militares russas vêm sendo atingidos quase diariamente, a centenas ou milhares de quilômetros da linha de frente. O ataque ucraniano contra Riazan, a mais de 1.500 km da linha de frente, foi um ato de represália justo. Uma grande refinaria de petróleo está em chamas, assim como um edifício simbolicamente pintado nas cores da bandeira tricolor russa. Uma chuva negra de derivados de petróleo caiu sobre a cidade. Além disso, navios militares no mar Cáspio e um aeródromo militar em Yeisk foram atacados. Isso em um único dia. Na sequência, o ataque ucraniano a Moscou, no dia 17, foi o mais intenso desde o início da guerra, com 120 drones, segundo a Prefeitura de Moscou. A guerra já não está confinada ao território ucraniano. O território russo tornou-se vulnerável. Putin já não consegue esconder a guerra de sua própria população, que a vê pela janela de suas casas.

Tampouco é possível esconder os números da economia russa. O PIB do país caiu 0,3% no primeiro trimestre de 2026. Ao mesmo tempo, o Ministério Russo do Desenvolvimento Econômico revisou drasticamente para baixo suas previsões de crescimento econômico para 2026, de 1,3% para 0,4%. Trata-se de um quadro claramente recessivo, mesmo com a enorme injeção diária de fundos de reserva russos na economia de guerra e o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional. O período anterior de crescimento econômico, conhecido como “keynesianismo de guerra” pelos imensos investimentos estatais na indústria de guerra (a Rússia tem hoje o maior orçamento militar do mundo em proporção ao PIB), parece ter ficado definitivamente para trás. Mesmo com elementos de recessão, a inflação segue alta, os juros são os maiores do mundo, caem os investimentos e o consumo das famílias e, segundo a revista Forbes, cerca de 209 mil empresas de pequeno e médio porte encerraram atividades apenas nestes primeiros três meses de 2026. O déficit orçamentário disparou, atingindo 5,88 trilhões de rublos (2,5% do PIB anual) nos primeiros 4 meses deste ano, sendo que a previsão era de um déficit total de 3,77 trilhões de rublos para todo o ano de 2026.

Ao mesmo tempo, o governo Putin intensifica a censura, os bloqueios de internet e a repressão interna, e aumenta a irritação popular. Essas medidas afetam o transporte, o comércio, os bancos, a logística e o cotidiano da população e ampliam o desgaste. A queda de popularidade de Putin vem se intensificando nas últimas semanas, levando o instituto estatal de estatística a mudar sua própria metodologia de pesquisa, visando aumentar artificialmente seu índice de popularidade. Agora, bate-se à porta de casa em casa e intimam-se as pessoas a responderem se apoiam Putin ou não. É assim que, sob uma ditadura brutal, mantêm-se os altos índices oficiais de apoio ao governo…

Mas é no campo militar que o custo da aventura imperial de Putin se revela da forma mais brutal. Segundo levantamentos publicados por Meduza, Mediazona e a BBC russa, as baixas fatais russas confirmadas até final de 2025 chegam a 352 mil soldados, com nome e sobrenome. Trata-se da estimativa independente mais sólida já publicada até agora, baseada em processos de herança, compensações financeiras a famílias e listas nominais de mortos por região. Se considerarmos uma média, rebaixada, de dois feridos graves por soldado morto, o custo russo em vidas humanas ultrapassa 1 milhão de combatentes. Quanto ao ano de 2026, o Comandante das Forças de Sistemas Não-Tripulados (drones) da Ucrânia, Robert Brodvi, afirmou à BBC, agora em maio, que “Temos ordens de matar 30 mil soldados russos por mês. E já são quatro meses seguidos em que superamos nossas metas“. Putin, ao mesmo tempo em que comete um genocídio contra o povo ucraniano, literalmente envia seus próprios soldados ao abatedouro. A guerra transformou-se em um gigantesco moedor humano que consome principalmente jovens das regiões mais pobres e periféricas da Rússia.

O presidente russo aparece cada vez mais distante da população, em bunkers, cercado por fortes esquemas de segurança. Ao mesmo tempo, circulam rumores na imprensa sobre o medo de Putin diante da possibilidade de atentados, de conspirações internas e até de um golpe palaciano.

A Ucrânia resiste

Tudo isso desmonta a narrativa triunfalista difundida pelo Kremlin e repetida por aquelas correntes stalinistas que apoiam Putin. A Ucrânia não entrou em colapso. Pelo contrário: construiu praticamente do zero uma indústria de drones, expandiu sua capacidade de produção militar e demonstrou enorme capacidade de resistência popular. O desenvolvimento de drones de longo alcance pela Ucrânia permite-lhe atacar as profundezas da retaguarda russa. Refinarias, portos, aeroportos, centros logísticos e instalações militares russas vêm sendo atingidos a centenas ou milhares de quilômetros da linha de frente, o que antes não era possível, pois os imperialismos americano e europeu proibiam a Ucrânia de usar suas armas de longo alcance em solo russo.

O desenvolvimento da tecnologia de drones tornou impossível, no momento atual, o acúmulo de tropas e armamento pesado próximo à fronteira ucraniana. Há uma faixa de mais de 10 km na linha de frente, chamada de “zona cinzenta”, infestada por enxames de drones que matam qualquer um que se aproxime, tornando muito difícil à Rússia romper as linhas de defesa ucranianas, o que só pode ser feito ao custo de imensas baixas nas Forças Armadas russas. Todas as ações nesta faixa se dão em pequenos grupos de assalto, às vezes de apenas três soldados, o que torna a vantagem russa em tanques, artilharia, mísseis, aviação e, inclusive, de infantaria, de pouca utilidade. Sobra a Putin usar seus mísseis contra as cidades ucranianas na retaguarda, como medida de terror contra a população civil, mas sem obter resultados militares concretos no front.

Isso não significa que a derrota de Putin esteja garantida, mas que é possível e que o resultado da guerra não está definido. A Rússia ainda possui enorme capacidade militar, recursos econômicos, arsenal nuclear e um aparato repressivo poderoso. E conta com a cumplicidade de Donald Trump. Mas já não é possível sustentar a imagem de uma Rússia invencível. O povo ucraniano demonstrou que um império pode ser detido. Demonstrou que a resistência popular, a organização militar e a solidariedade internacional podem alterar o curso da história. A guerra está longe de ser a demonstração de força imaginada pelo Kremlin. Qualquer semelhança com a situação de Trump no Irã não é mera coincidência.

Aliás, Trump, ao assumir, também dizia que a Ucrânia não poderia resistir à Rússia e que o melhor seria entregar seus territórios e assinar uma paz nos termos de Putin. Não fez nada mais do que repetir seu antecessor, Joe Biden, que, perante a invasão russa da Ucrânia, limitou-se a oferecer ao presidente Zelensky um avião para sua fuga…

Nenhuma confiança em Zelensky

Ao mesmo tempo, seria um erro fechar os olhos para o papel do próprio governo de Zelensky. Zelensky governa para a grande burguesia ucraniana e para os imperialismos americano e europeus. Nisso, em nada se diferencia de outros governos de países semicoloniais. Mas tem uma particularidade: tem que fazê-lo em um país conflagrado por uma profunda revolução desde 2013, em que seu povo, mesmo diante de toda destruição, dor e mortes causadas por Putin, não aceita a capitulação e a entrega de seus territórios. Portanto, Zelensky tem pouca margem de manobra e não pode simplesmente capitular. É um governo envolto em escândalos de corrupção, que aplica medidas de ajuste do FMI que atingem trabalhadores e enfraquecem o moral social necessário para sustentar uma guerra longa, mas que, ao mesmo tempo, vê-se obrigado a combater a agressão russa. A defesa da Ucrânia nesta guerra e de seu direito à autodeterminação, o reconhecimento de que se trata de uma guerra justa de libertação nacional de uma nação oprimida há séculos, não pode significar apoio ao governo ucraniano que, por sua natureza capitalista, não pode ser consequente no combate a Putin. Não pode expropriar a economia e colocá-la a serviço da defesa nacional; não consegue sequer expropriar o capital russo no país. Em vez de construir uma indústria de guerra independente na Ucrânia, aprofunda sua dependência dos EUA e da União Europeia.

Todo apoio à resistência ucraniana!

Ainda assim, a natureza do conflito permanece clara. Trata-se de uma guerra de agressão, contrarrevolucionária, conduzida pela Rússia contra o direito do povo ucraniano de existir como nação independente, que gerou uma verdadeira guerra de libertação nacional da Ucrânia contra o agressor. A resistência ucraniana possui caráter profundamente popular, que vai muito além do atual governo de Kiev. A Ucrânia mostrou ao mundo que um povo pode resistir a um império aparentemente muito mais poderoso. Que pode derrotar a ditadura genocida de Putin. E que, justamente por isso, necessita de solidariedade internacional concreta — armas e ajuda material. Por isso, a questão central continua sendo o apoio concreto à Ucrânia: envio de armas, recursos financeiros, ajuda humanitária e solidariedade internacional. Isso é necessário para impor uma derrota estratégica ao Kremlin. Esse cenário já se havia colocado em 2022, quando as tropas russas tiveram que recuar das aforas de Kiev, retirar-se de Kharkov e Kherson. Mas então, devido à falta de armamento pesado, entregue a conta-gotas pelo imperialismo, a Ucrânia não pôde expulsar totalmente as tropas russas de todo o seu território, pondo fim à guerra. Foi essa ação cínica dos imperialismos americano e europeus que permitiu a Putin reorganizar suas tropas e voltar à ofensiva em 2023. Hoje, torna-se possível, novamente, vislumbrar algo que a muitos parecia impossível: uma derrota política e militar de Putin.

Além disso, Putin contava com que o presidente americano pressionasse a Ucrânia a aceitar entregar na mesa de negociações o que ele não consegue conquistar em combate. Seu próprio porta-voz, Dmitri Peskov, afirmou em coletiva de imprensa, logo após os recentes ataques ucranianos contra cidades russas, que “Contamos com que nossos colegas americanos prossigam com seus esforços de paz“. Mas a resistência ucraniana, por um lado, e o enfraquecimento internacional de Trump devido à guerra com o Irã, por outro, impedem que este plano se concretize.

Armas para a Ucrânia!

Ao contrário das previsões derrotistas feitas desde 2022 pela ultradireita europeia, pela “esquerda” pró-Kremlin e pelos supostos “realistas” da imprensa ocidental, a Ucrânia não caiu. O povo ucraniano resiste. E essa resistência vem cobrando um preço gigantesco da Rússia. Quatro anos após o início da invasão em larga escala, a Rússia continua sem alcançar nenhum de seus objetivos militares. A Ucrânia não foi submetida, seu governo não caiu, a identidade nacional ucraniana se fortaleceu e a própria capacidade militar de Kiev cresceu enormemente. E o principal, a disposição do povo ucraniano em libertar seu país, não arrefeceu. O resultado é uma guerra prolongada que vem corroendo profundamente as bases do ultrarreacionário sistema construído por Putin.

Se a possibilidade de derrota de Putin desmascara as correntes stalinistas, que sempre foram contrárias à independência da Ucrânia, desmascara também aqueles setores que se dizem “trotskistas” sem sê-lo, e que, apesar de não apoiarem explicitamente Putin, se recusam a defender “Armas para a Ucrânia” e “Pela derrota de Putin na guerra”, escondendo-se sob frases vazias de “Pela paz”, “Cessar-fogo imediato”, “Nem Putin, nem OTAN”, “Unir os trabalhadores contra os capitalistas de ambos países” ou “Pelo socialismo”, como se alguma dessas consignas fosse realizável sem antes derrotar a agressão contrarrevolucionária de Putin. A luta por uma Ucrânia socialista e dos trabalhadores se dá colada à batalha por uma Ucrânia livre, independente, soberana e democrática; e não em oposição a ela. É uma só luta; essa é a essência da Teoria da Revolução Permanente de Trotsky.

Uma Ucrânia livre, independente, soberana e democrática só é factível com o povo em armas. Sem armas, a Ucrânia será escravizada por Putin ou pelos imperialismos europeus e americano. É uma antiga tradição exigir inclusive de governos imperialistas armas para se combater o agressor. Para combater o fascista Franco na Guerra Civil Espanhola, os revolucionários exigiram armas à França imperialista. Para que a URSS pudesse combater o nazismo na 2ª Guerra Mundial, os trabalhadores de todo o mundo exigiam que os EUA lhe entregassem armas, como foi feito, aliás, o que ajudou a derrotar o nazismo. As correntes ditas “trotskistas”, que igualam agressor e agredido na guerra, recusando-se a defender “Armas para a Ucrânia!”, além de não terem compreendido nada do pensamento de Trotsky, não fazem mais do que cumprir o triste papel de cobertura, pela esquerda, da agressão russa.

De nossa parte, sem cair nem em triunfalismo, nem em derrotismo, reafirmamos o que vimos dizendo desde o início desta guerra: a derrota de Putin é possível, assim como a derrota de Trump no Oriente Médio. E teria enorme significado para todos os povos que lutam por liberdade, independência e contra a opressão, sejam os povos oprimidos no interior da Rússia ou em sua área de influência no Cáucaso, na Europa Oriental e na Ásia Central. A derrubada da ditadura assassina de Assad na Síria no ano passado e a recente derrota de Orbán na Hungria são sintomas da falência do regime de Putin e motivo de comemoração para todos os povos oprimidos do mundo.

Guerra da Ucrânia imperialismo Putin Trump Ucrânia
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