Na terça-feira, 28/04, a Justiça Federal da 4ª Vara Criminal condenou o presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, o Zé Maria, a dois anos de prisão pelo crime de “racismo”. A denúncia partiu da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e tem por base um discurso proferido por Zé Maria em ato público em defesa do povo palestino.
O genocídio promovido pelo Estado nazi-sionista de Israel contra o povo palestino levou à morte de dezenas de milhares de pessoas, incluindo mulheres e crianças. Além das rajadas e bombas que atingiram hospitais, escolas e abrigos, vitimando milhares de civis inocentes, o cerco a Gaza, promovido pelo exército israelense, mata outras dezenas de milhares de pessoas pela fome.
O que o Estado de Israel fez foi um verdadeiro crime humanitário. Não é à toa que Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro israelense, e Yoav Gallant, ex-ministro da Defesa, foram acusados pelo Tribunal Penal Internacional de crimes de guerra contra o povo palestino e têm mandados de prisão em aberto.
O Estado de Israel não passa de um enclave político-militar do imperialismo estadunidense na região do Oriente Médio, criado pela ONU em 1948, o que provocou uma verdadeira tragédia, a Nakba, para o povo palestino, habitante deste território há milênios. A manutenção deste enclave se dá por uma justificativa ideológica chamada sionismo, o que não tem nada a ver com antissemitismo, uma vez que a denúncia dos crimes cometidos pelo Estado de Israel e a defesa de seu fim, ou seja, a retomada do povo palestino de suas terras, nada têm a ver com o povo judeu. Não por acaso, muitos judeus são contra a ideologia sionista e se situam no campo político da solidariedade ao povo palestino, como o camarada José Welmowicki, o Zezoca (1952-2025), um dos precursores do MPR e autor de diversos artigos sobre a causa palestina.
A decisão jurídica absurda contra Zé Maria abre um precedente muito perigoso para todos os lutadores da causa palestina. Por isso, além da solidariedade ao presidente do PSTU, é preciso denunciar fortemente esta sentença e defender a sua imediata anulação. Chamamos todas as organizações dos trabalhadores e as entidades democráticas a manifestarem solidariedade a Zé Maria e a exigirem a revogação imediata dessa sentença.
Quando finalizávamos este texto, soubemos que os militantes que estavam na Flotilha Global Sumud, em apoio à causa palestina, foram detidos e sequestrados ilegalmente pelo exército israelense, uma vez que se encontravam em águas internacionais.
Exigimos que o governo Lula defenda a imediata libertação dos tripulantes brasileiros da Flotilha Global Sumud e que rompa já os acordos comerciais e diplomáticos com o Estado nazi-sionista de Israel.
