Denunciar a exploração, a violência machista, racista, LGBTfóbica e demais opressões!
Derrotar os ataques de Lula, governadores e prefeitos a serviço dos patrões contra as mulheres trabalhadoras!
O capitalismo é um sistema econômico de exploração, que está em sua fase imperialista, isto é, de decadência, pois não consegue garantir bom nível de vida para a maioria da sociedade. As mulheres trabalhadoras não param de lutar em todo o mundo, pois o capitalismo usa no dia a dia as falsas ideias machistas, racistas, LGBTfóbicas, xenófobas, capacitistas de inferioridade para dominar e aumentar a exploração das mulheres trabalhadoras. Essas lutas ocorrem todos os dias.
É importante prestarmos atenção e toda solidariedade à luta das mulheres palestinas, ucranianas, venezuelanas, iranianas, imigrantes e das demais companheiras em nível internacional. Companheiras imigrantes nos EUA e no mundo lutam pelos seus direitos contra os abusos de Trump e demais governantes imperialistas. As mulheres iranianas têm aproveitado o 8 de março há mais de 10 anos para denunciar e combater a ditadura dos aiatolás! Há uma luta da classe operária do Irã contra a exploração. A vitória de trabalhadores e trabalhadoras do Irã e dos EUA contra a exploração e a opressão também é a nossa vitória. A luta do conjunto da classe trabalhadora é internacional!
Mulheres trabalhadoras são as mais exploradas!
O relatório nacional de transparência salarial das mulheres no Brasil aponta que as mulheres recebem em média 19,4% a menos que homens. Mulheres negras recebem 53,3% a menos que homens brancos. Mulheres LGBTs também vivenciam essa exploração. A Editora Abril divulgou, em 2021, uma pesquisa que mostra que heterossexuais recebem 6,8% a mais que LGBTs. É preciso que o IBGE e demais institutos de pesquisa divulguem dados sobre a situação salarial de mulheres LGBTs.
Abaixo toda a violência machista!
Além da exploração, as mulheres no capitalismo são obrigadas a enfrentar diversos tipos de violência machista. São variadas as faltas de respeito, desqualificações, objetificação, agressões físicas, psicológicas e assassinatos.
O nosso amor no capitalismo é um risco à vida! Abaixo o feminicídio!
A maioria dos casos de feminicídio ocorre devido à não aceitação do fim de um relacionamento, para queimar arquivo de estupro ou para não reconhecer paternidade, além de outras causas. As mulheres trabalhadoras não são protegidas pelas instituições do Estado capitalista, como a polícia, a justiça, a mídia, etc. O aborto legal e seguro não é garantido nos hospitais públicos, e proporciona violência psicológica e a morte de mulheres trabalhadoras. Recentemente, a mobilização das mulheres impediu que meninas estupradas fossem criminalizadas por abortar. Criança não é mãe e estuprador não é pai.
Pesquisas estatísticas mostram que mulheres negras, indígenas e LGBTIs são as mais exploradas e violentadas nesse mundo capitalista. Mulheres com deficiência representaram 65,4% dos registros de violência doméstica, segundo o Atlas da violência contra as mulheres. Esse é um exemplo do capacitismo que defende a inferioridade das mulheres com deficiência.
Derrotar os ataques de Lula, governadores e prefeitos a serviço dos patrões contra as mulheres trabalhadoras!
Nenhum governo tem atendido às necessidades dos trabalhadores e das mulheres da classe trabalhadora. O presidente Lula, governadores e prefeitos aplicam a política de fazê-los pagar pela crise econômica, para impedir a queda da taxa de lucros. A política é priorizar a necessidade dos grandes empresários, em detrimento dos trabalhadores e trabalhadoras. A não revogação das reformas trabalhistas, da previdência, do arcabouço fiscal a serviço do arrocho salarial, das privatizações e a aplicação da reforma administrativa, com a destruição dos serviços públicos, atacam as mulheres trabalhadoras. Os trabalhadores dos Correios fizeram uma greve e o governo Lula, por meio do STF, tenta retirar conquistas do acordo, trazendo mais perdas para os trabalhadores e trabalhadoras. Até o momento da publicação deste texto, o problema não havia sido resolvido. É mais um ataque que deve ser repudiado e derrotado.
Diante desse quadro, as mulheres neste 8 de março devem mostrar o caminho da luta aos demais trabalhadores. É importante a mulherada seguir o exemplo das mulheres do Irã, dos EUA, que estão indo às ruas contra os ataques de seus governos, que várias lideranças insistem em não combater. Precisamos lutar contra a exploração, contra a retirada de direitos e exigir creches; fazer debates nas escolas e na sociedade contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia, as demais opressões e as diferentes formas de violência. Exigimos cotas raciais e para pessoas trans; aborto legal e seguro para todas as mulheres, inclusive para homens trans; prisão para os agressores de mulheres; mais verbas para o combate à violência contra as mulheres; salário igual para trabalho igual; pleno emprego; contra as privatizações; pelo não pagamento da dívida pública e aprofundar o debate sobre as necessidades das mulheres trabalhadoras.
Diante desse quadro, é preciso que as mulheres continuem lutando ao lado de seus companheiros da classe trabalhadora, unificando as lutas rumo à revolução socialista! É fundamental as mulheres irem às ruas para construir uma alternativa de direção revolucionária e socialista para a classe trabalhadora!
Participe do Movimento pela construção de um partido revolucionário! Venha para o MPR!
