Zé Maria, presidente nacional do PSTU, está sendo processado pela Confederação Israelita Brasileira (CONIB). A entidade acusa-o de antissemitismo, por ter feito um discurso em solidariedade ao povo palestino em uma manifestação em 2023.
Esse ataque a Zé Maria é mais um, entre outros realizados pelas forças sionistas, contra todos os que denunciam o genocídio perpetrado por Israel contra o povo palestino. Genocídio reconhecido por dezenas de países e pelo qual o governo Netanyahu foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra. Zé Maria não fez mais do que denunciar este genocídio e se solidarizar com o povo palestino.
A CONIB, uma entidade sionista e braço da rede de apoio a Israel, quer confundir propositalmente a denúncia do sionismo com o antissemitismo. O sionismo é um movimento racista e colonialista, base política e ideológica do Estado de Israel, responsável pela ocupação da Palestina e pelo massacre do seu povo. O sionismo e seus aliados têm atacado todos os que denunciam o genocídio e apoiam a causa palestina ao redor do mundo. São apoiadores e cúmplices do genocídio.
Atualmente, principalmente depois do massacre sem fim em Gaza, centenas de milhares de judeus vêm repudiando cada vez mais a ação de Israel e também o sionismo, dizendo “Não em nosso nome”. Denunciar e se opor ao sionismo, portanto, não tem nada a ver com o antissemitismo.
Nós, do MPR, solidarizamo-nos com Zé Maria. Chamamos todas as organizações e partidos políticos, em especial aqueles que se pronunciaram em defesa dos palestinos (PT, PSOL, PC do B e outros), a repudiarem o processo da CONIB e a se solidarizarem com Zé Maria. E, especialmente, os partidos que fazem parte do governo Lula, que se pronunciou, em discursos, contra o genocídio palestino, que exijam que o presidente se solidarize com Zé Maria e repudie esse ataque da CONIB.
