Nós, militantes do MPR – Movimento por um Partido Revolucionário – da Grande Florianópolis e da CSP-Conlutas, que estamos lutando pela vitória da greve, manifestamos total apoio e solidariedade à greve dos trabalhadores municipais da Prefeitura de Florianópolis, estado de Santa Catarina, em greve há 14 dias.
Eles lutam contra o arrocho salarial, o desmonte e privatização dos serviços públicos, a precarização do trabalho e o adoecimento das trabalhadoras e trabalhadores, por causa da gestão nefasta e neoliberal do prefeito Topázio Neto (Podemos) e de seu secretário da Educação, Thiago Peixoto, que têm o apoio da Câmara de Vereadores da capital catarinense. O prefeito-empresário Topázio Neto nega-se a negociar com os grevistas, representados pelo Sintrasem; judicializou a greve e, com o respaldo do Tribunal de Justiça da burguesia, declarou sua ilegalidade. Isso dá legitimidade para o prefeito cortar os salários dos grevistas.
Além do desconto salarial, Topázio acaba de anunciar a demissão cruel, absurda e ilegal de mais de 150 trabalhadores. Mesmo com todos esses ataques, a categoria, composta majoritariamente por mulheres guerreiras, mantém-se firme na greve e segue forte, especialmente na Saúde e na Educação, com aumento de adesões em solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras demitidos.
As principais reivindicações da categoria são:
- Revogação de várias portarias autoritárias e neoliberais, desdobramentos de leis federais do Governo Lula, que aumentam o tempo de permanência de professores e alunos em escolas e creches, precarizam as condições de trabalho e prejudicam a qualidade do ensino público.
- Que o prefeito Topázio cumpra já a lei federal que determina que as professoras auxiliares de sala sejam enquadradas no cargo de professora, com o aumento salarial correspondente.
- Que o prefeito Topázio cumpra a lei federal, chamada lei do descongela, que obriga o prefeito a pagar os direitos e benefícios dos trabalhadores, congelados pelos governos na época da pandemia de COVID.
- Que o Prefeito realize a descompactação da tabela salarial e aplique o piso nacional do magistério na carreira.
- Que a prefeitura realize, de forma urgente, as reformas e a manutenção dos prédios escolares e postos de saúde que estão deteriorados.
- Que a prefeitura chame imediatamente os trabalhadores aprovados em concurso público e realize novos concursos, para a melhoria do atendimento à população, pondo fim às terceirizações e privatizações dos serviços públicos.
A greve conta com amplo apoio da população, que vê, a cada dia, a piora na prestação dos serviços públicos por falta de investimentos e de contratação de novos trabalhadores. O prefeito conta com o apoio da mídia burguesa e mente que não tem verbas para atender às reivindicações da greve, quando, na verdade, o orçamento aprovado pela Câmara de Vereadores para 2026 atingiu R$ 4,27 bilhões.
Todo apoio e solidariedade à justíssima greve dos trabalhadores e trabalhadoras municipais da Prefeitura de Florianópolis. Prefeito Topázio, negocie com os grevistas, atenda às suas demandas e revogue já as portarias que cortaram salários e demitiram trabalhadores.
Pela devolução imediata dos salários descontados e pela reintegração imediata ao trabalho dos trabalhadores demitidos por exercerem seu direito de greve!
Lutar e fazer greve é direito, não crime!
Não à criminalização da greve e dos grevistas!
Fora Topázio e seu secretário de Educação, Thiago Peixoto, carrascos dos trabalhadores!
