Close Menu
  • Início
  • Quem Somos
  • Fale conosco
  • Declarações
  • Internacional
  • Nacional
  • Teoria e História
  • Regionais
  • Tribuna Livre
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Quem Somos
  • Vídeos
  • Podcast
Facebook Instagram YouTube WhatsApp
mpr-nacional
  • Início
  • Declarações
  • Nacional
  • Internacional
  • Teoria e História
  • Tribuna Livre
    • Documentos Iniciais
    • Contribuições
    • Polêmica eleitoral
  • Especiais
    • Especial Congresso
    • Eleições 2026
    • Especial Ucrânia
    • CSP-Conlutas
    • Dossiê Venezuela
    • Especial Zezoca
  • Fale Conosco
mpr-nacional
Home»Eleições 2026»Por que Samara (UP) não é uma alternativa?
Eleições 2026

Por que Samara (UP) não é uma alternativa?

Por: Otávio Aranha
20/09/20261 comentário6 Mins Read
Samara Martins, candidata à presidência pela UP
Facebook Twitter Email Copy Link WhatsApp

Ouça o áudio:

Muitos jovens e trabalhadores veem Samara Martins, candidata à presidência da República pela Unidade Popular (UP), como uma alternativa à esquerda de Lula. Neste artigo, vamos abordar alguns elementos do programa defendido pela candidata e explicar por que o seu partido não é uma alternativa real para os trabalhadores e para a juventude, muito menos “socialista”.

Programa não é importante?

O primeiro programa da UP registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi o mesmo apresentado nas eleições de 2022. Alvo de críticas, o partido respondeu que “o programa não é importante”, mas o substituiu por outro em menos de uma página e meia, o que intensificou os questionamentos sobre o seu desleixo na elaboração programática. A UP, então, trocou novamente o documento, alegando que a versão anterior era apenas “provisória”. Para justificar essa postura, o influenciador “comunista” Ian Neves recorreu a uma citação de Karl Marx: “Cada passo no movimento real é mais importante do que uma dúzia de programas”. Mas o que Marx realmente pensava sobre o programa?

A citação de Marx, usada fora de contexto, está em “Crítica ao Programa de Gotha”, de 1875, e trata do programa de duas organizações que ensaiavam uma fusão. Para Marx, o programa era tão importante para o partido que ele se opôs à fusão, por entender que não se podia fazer concessões nesse terreno. Assim, defendeu que o melhor seria firmar acordos pontuais e práticos de atuação em comum na luta de classes, em vez de ceder no programa.

Um programa revolucionário não é uma lista de palavras de ordem, mas uma compreensão comum da realidade, considerando a correlação de forças das classes em luta, que se desdobra em apontamentos necessários para que os trabalhadores avancem rumo à tomada revolucionária do poder. Neste sentido, a UP não possui um programa revolucionário apenas por desleixo ou descuido, mas porque não é um partido revolucionário de fato.

Sobre o programa da UP

A última versão do programa da UP, de 67 páginas, apresenta palavras de ordem importantes, como o fim da escala 6×1, a defesa do SUS 100% estatal, 10% do PIB para a educação e a reforma agrária. Contudo, tais pontos não constituem, por si sós, um programa revolucionário, uma vez que questões fundamentais não estão presentes, como a necessidade de expropriação do capital privado.

Por exemplo, no tema da saúde — área de atuação da própria Samara —, a UP não defende a expropriação dos grandes hospitais, clínicas e laboratórios particulares, mas o “fim da exploração dos planos de saúde privados”, sem explicitar o que e como isso se daria. Dinâmica semelhante ocorre na educação e em outras áreas. 

O termo “expropriação” é mencionado apenas três vezes no programa, limitando-se às hipóteses já previstas pela própria legislação burguesa. No tema da Reforma Agrária, por exemplo, há algo curioso: “Aplicar a expropriação prevista constitucionalmente para propriedades onde forem constatados trabalho escravo ou cultivo ilegal de plantas psicotrópicas”, ou seja, além de defender uma forma de expropriação já estabelecida legalmente pela Constituição, a UP reforça a ideia de criminalização do cultivo de “plantas psicotrópicas”, tal como fazem setores da ultradireita.

Fica evidente que o suposto “socialismo” da UP não rompe com o capital privado, assemelhando-se a um modelo econômico misto, no qual empresas estatais competem com o setor privado. Um exemplo categórico disso está na indústria farmacêutica: em vez de pautar a expropriação sem indenização das multinacionais e grandes empresas do setor, seu programa limita-se a defender o “fortalecimento dos laboratórios oficiais do Estado”.

Contudo, como destacado anteriormente, um programa não se resume a um catálogo de palavras de ordem; é o reflexo de uma leitura da realidade que aponta tarefas concretas para a classe trabalhadora. Neste sentido, ao resumir a conjuntura atual à necessidade de “derrotar o fascismo”, a UP cala-se, na prática, diante dos ataques do governo Lula. 

Alternativa ao governo Lula?

Seu programa silencia quase por completo sobre o governo Lula, como se a aplicação de planos de exploração dos trabalhadores e da juventude pelo atual governo fosse um detalhe menor. Essa postura deve-se à tese de que o foco central deve ser o combate ao “perigo do fascismo”. Com isso, a UP alinha-se à narrativa da Frente Ampla do PT e do PSOL, servindo de sustentação política ao governo.

Em entrevista ao canal Opera Mundi, no YouTube, Samara afirmou que o governo Lula tem um “programa progressista”, com “medidas muito à direita ainda”. Questionada sobre um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a candidata justificou o apoio ao petista, argumentando que, em 2022, sua organização apoiou o atual presidente no segundo turno, pois “Bolsonaro é muito pior” e as gestões do PT são “mais avançadas do que um governo Bolsonaro”. Essa premissa, contudo, assemelha-se à lógica adotada por setores da esquerda centrista, como o PSTU, e do reformismo. Ou seja: ainda que teçam críticas pontuais aos governos do PT, em última instância, convocam a classe trabalhadora e a juventude a confiar neles. 

Coerente com essa análise, a UP compôs, em 2020, uma frente eleitoral com PT, PDT, Rede, PCB, PCdoB e PSOL para eleger Edmilson Rodrigues (PSOL) à prefeitura de Belém, uma das piores gestões da história recente da capital paraense. Desse modo, apesar de denunciar as mazelas do capitalismo, o partido capitula diante de governos burgueses e pró-imperialistas, como o de Lula. Tal postura desarma a juventude e a classe trabalhadora, pois omite as tarefas necessárias à luta de classes atual, que exige o enfrentamento aos ataques do governo federal — a exemplo da resistência demonstrada hoje pelos trabalhadores dos Correios e pelos bancários.

O que é a UP?

A UP é uma espécie de colateral do Partido Comunista Revolucionário (PCR), um racha do PCdoB em 1966 e, assim como este, vem da tradição política do stalinismo. Joseph Stálin, dirigente da União Soviética após a morte de Lenin, provocou uma verdadeira contrarrevolução política no Estado operário, levando-o à degeneração. Por exemplo, Stálin promoveu prisões, expurgos e execuções contra os bolcheviques a tal ponto que, até o final da década de 1930, praticamente toda a direção do partido bolchevique durante a Revolução Russa de 1917 — excetuando os que perderam a vida de forma natural ou na guerra civil — estava nas prisões ou foi executada a mando de Stálin, como ocorreu com Leon Trotsky, seu principal opositor.

Em 1939, Stálin firmou um pacto com Hitler para a ocupação conjunta da Polônia. Posteriormente, o stalinismo adotou a tese da coexistência pacífica com o imperialismo, levando à derrota de revoluções em diversas partes do mundo. O PCR e sua colateral, a UP, reivindicam esse legado de traição do stalinismo, uma corrente burocrática e oportunista, que rompe com o leninismo e a tradição dos bolcheviques.

Matéria originalmente publicada no Jornal do MPR nº 4.

eleições 2026 reformismo Samara stalinismo UP
Siga-nos no Instagram Siga-nos no YouTube Siga-nos no Facebook Siga-nos no WhatsApp
Share. Facebook Twitter Email Copy Link WhatsApp
Previous ArticleVoto nulo: eleger Lula impedirá o avanço da ultradireita?
Next Article Milei e as Malvinas: circo ou soberania?

Posts Relacionados

Balanço do 2º turno das eleições 2026 e nossa política

02/11/2026 Eleições 2026

O ajuste fiscal já vai começar?

29/10/2026 Eleições 2026

Ganha Lula, mas os trabalhadores perdem

26/10/2026 Declarações
Veja 1 comentário

1 comentário

  1. Avatar de Sverdlov
    Sverdlov on 20/09/2026 12:41

    É evidente que o programa de governo da Samara Martins não é o programa da revolução brasileira. Criticá-lo por não apresentar um programa revolucionário acaba sendo uma crítica vazia, já que esse não é o papel de um programa de governo.

    O documento que expressa a posição revolucionária da UP é o próprio programa do partido, que se baseia no programa do PCR, e não o programa apresentado pela Samara enquanto candidata. Portanto, são documentos com objetivos e funções políticas diferentes e não faz sentido cobrar de um programa de governo que cumpra a função de um programa partidário revolucionário.

Apoie o MPR

Assine nosso manifesto, envie sua contribuição, entre em contato com os grupos locais.

Posts recentes

Manifesto de Fundação do CIR

03/11/2026

Balanço do 2º turno das eleições 2026 e nossa política

02/11/2026

Congresso do MRS aprova novo partido com o MPR

01/11/2026

Não nos deixem ser enganados com o sol, porque a lua é nossa!

30/10/2026

O ajuste fiscal já vai começar?

29/10/2026
Podcast do MPR: o voto nulo ajuda o bolsonarismo?
https://mpr-nacional.org/wp-content/uploads/2026/09/Audio-voto-nulo-bolsonarismo.wav

Fique por dentro

Receba as contribuições de nossos colaboradores em seu e-mail.

  • Quem Somos
  • Vídeos
  • Podcast

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.