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Home»Nacional»PIB, Desigualdade social, emprego e renda sob o Lula-3
Nacional

PIB, Desigualdade social, emprego e renda sob o Lula-3

Por: Henrique C. - MPR
20/02/2026Nenhum comentário10 Mins Read
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Em 2026 chegamos ao último ano do terceiro governo Lula e do quinto do PT. É o partido que mais governou o país após a Ditadura Empresarial-Militar (1964-1985), somando quase 18 anos. Após esse longo tempo no poder, a classe trabalhadora tem uma certeza: o PT não só não tem nada de socialista, como também hoje é um dos principais aliados da burguesia nacional e do imperialismo.

É verdade que há uma luta política entre uma ala mais à direita, hoje capitaneada pelo bolsonarismo em crise, e outra que gira em torno do PT e de seus satélites (CUT, UNE, MST e partidos ditos de esquerda, como PCdoB e PSOL), mas não passa de uma luta para ver quem servirá melhor aos capitalistas, quem será o melhor gerente nesse balcão de negócios que é o Estado.

A direita, obviamente, defende a manutenção da escravidão assalariada, é agente direto da burguesia e do imperialismo, sedenta para aumentar a exploração da classe trabalhadora, garantindo superlucros aos grandes negócios. Mas o governo Lula e a esquerda que o orbita fazem a mesma coisa; são agentes da burguesia e do imperialismo, porém atuam de maneira distinta, são o famoso lobo em pele de cordeiro, usando de seu prestígio conquistado anteriormente nas lutas da classe trabalhadora e da juventude.

O movimento sindical, o movimento estudantil e a luta pela reforma agraria são dirigidos hoje por grandes estruturas ligadas ao PT e ao governo Lula (CUT, UNE e MST), que não movem suas forças para lutar contra o capitalismo, mas ao contrário: barram, traem e freiam as lutas de suas bases para ajudar Lula em seu compromisso de entregar paz social e estabilidade política para os capitalistas seguirem garantindo lucros exorbitantes explorando e oprimindo a classe trabalhadora.

Assim como nos primeiros governos de Lula, principalmente a partir do segundo, a máquina de propaganda da esquerda pró-governo utiliza dados da economia para afirmar aos quatro ventos que é, sim, possível governar o Estado burguês para todas as classes sociais, isso é, que poderia governar tanto para beneficiar a burguesia quanto a classe trabalhadora, que Lula é um líder respeitado em todo o mundo e que a vida da classe trabalhadora melhora sob seus governos. Que incentivar a luta de classes é coisa do passado e que é na base do diálogo com os exploradores que os explorados e oprimidos conquistarão uma vida digna sob o capitalismo.

Essa ladainha, repetida todos os dias, só serve para alimentar uma ideologia contrarrevolucionária e nega a própria história da classe trabalhadora, que tudo o que conquistou foi na base da luta, e nega o próprio funcionamento do capitalismo, que depende da exploração cada vez maior dos trabalhadores nessa fase imperialista de crises e guerras e de queda permanente da taxa de lucros. Nesta fase, até as parcas conquistas estão sendo perdidas, muitas delas retiradas por governos ditos de esquerda pelo mundo. E, como todo discurso contrarrevolucionário, está a serviço de uma classe, a classe dominante. Na prática, é uma ladainha para iludir os trabalhadores.

Pretendemos escrever uma série de textos para debater os argumentos utilizados pelo governo Lula e seus aliados sobre a tal “melhora” do país em seu terceiro mandato.

PIB em alta mantém a desigualdade e aumenta lucro dos capitalistas

A expectativa do mercado financeiro é que o terceiro governo Lula tenha uma média anual de crescimento do PIB de 2,5%. Sejamos sinceros, é um crescimento baixo, mas diante de um mundo em crise, o mercado financeiro comemora. Mas temos que comemorar com eles? Lembrando que já havia sinais de recuperação do PIB no governo Bolsonaro.

Diante disso, houve crescimento do emprego formal (que vamos comentar adiante) e aumento do consumo das famílias. Para milhões de famílias da classe trabalhadora, isso é um pequeno alívio, por mais que saibam ser temporário. Mas o crescimento do PIB também reflete o aumento do lucro das grandes empresas, para o qual o governo atuou diretamente para garantir. Seja com o arcabouço fiscal, seja com outras políticas públicas para impulsionar os investimentos da burguesia, como o Plano Safra e o programa Nova Indústria Brasil (que não conseguiu aumentar nem em 1% a participação da indústria de transformação no PIB em 3 anos). E, também, facilitando o consumo com incentivos ao crédito, sob a maior taxa de juros do mundo, causando o aumento do endividamento das famílias, para alegria dos banqueiros.

No Brasil de Lula, o número de bilionários aumentou de 280 em 2023 para 300 em 2025. E o de milionários aumentou mais de 50% entre 2022 e 2025. Enquanto no andar de cima jorra dinheiro, a desigualdade se mantém. O Brasil segue sendo o país com a maior desigualdade social da América Latina e uma das maiores do mundo. Menos de 1% da população brasileira detém mais de 50% de toda a riqueza nacional. A pobreza tem raça e gênero, pesando mais sobre os trabalhadores negros e as mulheres. Sair da extrema pobreza, como o governo alardeia que milhões saíram, significa viver com mais de R$ 218,00 por mês. Uma piada de extremo mal gosto.

A farsa do desemprego em queda

Segundo o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o desemprego no Brasil atingiu um dos menores patamares da história. Se pararmos por aqui, podemos imaginar que o Brasil é um oásis do emprego para a classe trabalhadora e que o governo Lula, afinal, é progressista. O crescimento do PIB, embora bem tímido, reflete uma demanda de produção e consumo da economia burguesa que necessita de mãos para produzir, distribuir e vender. É natural que, junto a isso, a necessidade de mão de obra aumente e, como vimos, isso não significa que a renda aumente, pelo contrário, os salários são baixos, o custo de vida é cada vez mais alto e o abismo social cresce a cada mês.

A força de trabalho no Brasil gira em torno de 103 milhões de trabalhadores. Desses, 49 milhões têm carteira assinada (até esta data). Onde estão os outros 54 milhões de trabalhadores, que representam mais da metade da força de trabalho? Por que o CAGED não informa que o desemprego está na casa dos 50%?

O CAGED mudou sua metodologia em 2011/2012 e passou a detalhar mais categorias de trabalho no Brasil. Só entra na categoria desemprego quem está procurando emprego nos últimos 30 dias (no momento da pesquisa). Seriam cerca de 5,6 milhões de trabalhadores. Quem está na informalidade, em empregos temporários, desistiu de procurar trabalho, ou quem trabalha menos do que gostaria fica fora da lista. Estamos falando de mais de 47 milhões de trabalhadores.

Com a alta do desemprego em 2009, fruto da crise econômica global, pintada por aqui de “marolinha”, o governo Lula criou, em 2009, o MEI (microempresário individual). O MEI foi criado pelo PT para flexibilizar o emprego. Desde então, milhões de trabalhadores optaram por trabalhar por conta própria para garantir uma renda mínima para suas famílias. Os trabalhadores nessa categoria não têm direito a férias, décimo-terceiro, horas extras e sequer têm descanso semanal remunerado, pois são considerados “empreendedores”.

Hoje, segundo o SEBRAE, a renda média de um MEI é de 1,5 a 2 salários mínimos, bem abaixo do mínimo necessário, segundo o DIEESE (R$ 7.106,83 em dez/25), que calcula mensalmente quanto deveria ser um salário mínimo digno com base na inflação e no custo de vida, considerando despesas básicas e essenciais com moradia, alimentação, saúde, educação, transporte, lazer, vestuário, higiene e previdência. Uma pesquisa da CUT, divulgada em novembro de 2025, revelou que 56% dos MEIs preferiam ser CLTistas. São pelo menos 15 milhões de pessoas trabalhando de forma autônoma como MEI.

Como instrumento de flexibilização do emprego, o MEI não se restringe ao autônomo dono de uma barbearia, ao jardineiro, ao pequeno comércio, etc. Muitas empresas contratam legalmente os trabalhadores no regime de MEI para reduzir custos trabalhistas, em que o trabalhador tem muitos dos seus direitos reduzidos ou excluídos. Segundo o IBGE, a jornada de trabalho do MEI ou do trabalhador na informalidade chega a 50 h semanais, com direitos reduzidos ou sem nenhum.

No Brasil do emprego – segundo a propaganda petista – 22% (24 milhões) da força de trabalho está na informalidade e 7,9% (8,6 milhões) no subemprego ou está desalentada (trabalha menos do que gostaria ou desistiu de procurar emprego).

Repetimos, estamos falando de mais de 54 milhões de trabalhadores fora da CLT e não “apenas” de 5,6 milhões divulgados diariamente, como se fosse pouco.

E o problema brasileiro do emprego não para por aí. O trabalho precário avança: péssimas condições de trabalho, reforma trabalhista que penaliza o trabalhador e reduz direitos, jornadas e escalas extenuantes, doenças físicas e psicológicas que crescem aos montes e uma remuneração baixa. Lembrando que a reforma trabalhista só não avançou com Dilma por conta da crise política de 2016, deixando para ser aprovada pelo seu vice, Michel Temer, em 2017.

Segundo o CAGED, a média salarial de admissão é de R$ 2.270,00 e o salário médio no Brasil ficou em R$ 3.574,00 em dezembro. Basta pagar o aluguel e ir ao supermercado para saber que não sobra nada do salário. Em um país com uma desigualdade tão alta, a média é puxada pelo andar de cima. A pesquisa da PNAD detalha a realidade da renda da classe trabalhadora: 35% ganham até um salário mínimo e 32% até dois (quase 70% da classe trabalhadora ocupada). Mais de 80% da população tem renda abaixo do salário mínimo calculado pelo DIEESE (R$ 7.106,83 em dez/25).

Quando convertemos o salário mínimo para o dólar e o comparamos com anos anteriores e com outros países da América Latina, descobrimos que o salário mínimo brasileiro é um dos mais baixos do subcontinente, considerando-se os cálculos de custo de vida. Em 2010, o salário mínimo era de 290 dólares; em 2016, 220 dólares e, em janeiro de 2026, chegou a US$ 310. A variação ao longo de 15 anos não passa de 20 dólares.

Trabalhar menos, trabalhar todos, produzir o necessário, distribuir tudo

Defendemos a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1, sem redução salarial. Com o nível de produtividade atual, milhões sem carteira assinada, grande ociosidade nas fábricas e uma riqueza cada vez maior nas mãos dos capitalistas, em contraste com o aumento da desigualdade social, é totalmente possível a escala 4×3 com jornadas de 30 h semanais, sem redução salarial. Temos que lutar pela escala móvel de trabalho e de salário, com reajuste mensal segundo o DIEESE.

Estabilidade no emprego e trabalho para todos com a estatização das 200 maiores empresas colocadas sob controle operário e com a riqueza produzida a serviço do bem-estar da classe trabalhadora.

Fim do pagamento da mal chamada “dívida” pública que transfere trilhões do orçamento público aos banqueiros todos os anos. Fim do arcabouço fiscal de Lula e de Haddad, que corta bilhões da saúde, da educação e de áreas sociais para colocar o dinheiro dos impostos a serviço da “dívida”.

Por uma rebelião contra a burocracia sindical pelega que trai as lutas a favor do governo Lula e dos patrões há anos. Sindicato é para organizar as lutas de forma permanente contra os capitalistas! Só a luta muda a vida!

Pela construção de um partido revolucionário, comunista, internacionalista e independente dos patrões e dos governos para lutar contra a burguesia nacional e o imperialismo! Um partido que lute pela mobilização dos trabalhadores até a revolução socialista! Um partido que tenha consciência de que a revolução se inicia num país e se torna ponta de lança para revoluções contra o capitalismo em todos os países, até derrotarmos a burguesia mundial e construirmos uma nova sociedade, nas palavras de Rosa Luxemburgo: “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.

CAGED desemprego desigualdade social DIEESE Lula MAPA DA FOME MEI
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