Em outubro, o MPR faz um ano de existência. Doze meses fincado nas lutas dos trabalhadores dos Correios, dos petroleiros, ferroviários, bancários, ao lado dos trabalhadores da educação, do campo e da juventude, avançando organizativamente para consolidar este processo em um novo partido revolucionário no país, evento que ocorrerá entre 20 e 22 de novembro, por ocasião do Congresso Fundacional.
Queremos ser uma alternativa real diante da falência da esquerda, que se adaptou à democracia dos ricos e abandonou a perspectiva revolucionária, bem como a tomada do poder pelos de baixo, trabalhadores e povo oprimido, para apoiar o projeto burguês do PT e empurrar as lutas ao campo eleitoral.
A classe trabalhadora precisa de uma ferramenta que radicalize as lutas, que organize a sua indignação, revolta e sonhos para dar um fim a toda forma de exploração e opressão, para acabar com a corrupção, com o STF do Vorcaro, com a falcatrua das emendas parlamentares e as contrarreformas impulsionadas nos últimos 20 anos pelo Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro, que só beneficiam patrões, agronegócio, mineradoras e o imperialismo.
Para isso, a militância do MPR e simpatizantes vêm forjando essa ferramenta, debatendo os pilares fundacionais desse projeto, o caráter internacionalista, debruçando-se sobre o funcionamento do futuro partido, realizando reuniões e plenárias abertas, participando das lutas nas ruas, nos locais de trabalho, de moradia e de estudo.
Temos orgulho do esforço despendido nestes meses por cada um dos membros e apoiadores do MPR. Tivemos uma importante participação no Congresso da CSP Conlutas, em que formamos um bloco que se consagrou como a segunda maior força da central.
Confeccionamos materiais, como panfletos e faixas, para intervir nas lutas. Chegamos à nossa 5ª edição do Jornal do MPR, que é lido em diversos estados do país. Queremos e podemos avançar muito mais!
De onde partimos
Nossa origem é a de revolucionários marxistas, trotskistas e morenistas no PSTU. Fomos expulsos daquele partido por lutarmos contra sua burocratização, sua adaptação ao regime e contra a concepção de que a classe trabalhadora está derrotada.
Deixaram de basear a construção do partido na classe operária, como sujeito social, e a transformaram em apenas mais um agente das mudanças. A luta de classes pelo mundo, na Palestina, Ucrânia, Irã, Índia, Nepal, Bolívia, Peru etc., assim como a brava luta dos trabalhadores e indígenas aqui no Brasil, que passam por cima das direções pelegas e baseiam-se na ação direta, mostram o caminho ao conjunto da nossa classe.
Queremos unificar as lutas e apontar a única saída para libertar a classe trabalhadora: a construção do Partido para dirigir a revolução socialista no Brasil e no mundo.
Onde queremos chegar
Demos passos iniciais e continuaremos avançando na construção do Partido, operário, internacionalista, inimigo irreconciliável da burguesia, do imperialismo e de seus governos. Ao contrário do que a maioria da esquerda apresenta como objetivo — uma suposta unidade da esquerda —, nós queremos proletarizar o nosso futuro Partido, pois os setores mais precarizados serão a vanguarda das lutas que poderão emancipar a classe trabalhadora, conduzir à revolução socialista no Brasil e espalhar a revolução pelo mundo.
Viva o Movimento por um Partido Revolucionário – MPR!
Viva o Comitê pela Reconstrução Internacional – CIR!
Rumo ao novo partido revolucionário!
