Contra a ditadura chavista!
Pela organização independente dos trabalhadores para lutar pelos seus direitos, contra a fome e perseguições!
Várias organizações políticas no Brasil e no mundo defendem o regime ditatorial da Venezuela e o acordo de Trump com Delcy Rodríguez, atual presidenta após a prisão de Maduro pelos EUA.
Este acordo Trump-Delcy expõe que o regime chavista é conivente com o processo de recolonização imperialista da Venezuela.
Por isso, uma luta anti-imperialista na Venezuela passa por lutar contra a recolonização pelos EUA e isso não poderá ser feito de fato se não enfrentar o acordo Trump-Delcy e a ditadura.
Melhores condições de vida
É preciso lutar por melhores condições de vida para a maioria da população e dos trabalhadores, para que a atual situação de fome e desemprego no país acabe. Para isso, é necessário que a riqueza da Venezuela não vá nem para os EUA, nem para a China, nem para a Rússia, nem para a burguesia local, a boliburguesia, nem para a burocracia chavista e a cúpula militar.
Os trabalhadores venezuelanos e a maioria do povo não se mobilizaram como fizeram em 2002, quando derrotaram a tentativa de golpe pelos EUA, porque não veem o que defender na ditadura chavista. Neste regime, não há as mínimas liberdades democráticas; os sindicatos não podem lutar, as organizações de esquerda que não defendem completamente o governo são perseguidas, os privilégios das cúpulas militares saltam aos olhos.
Enquanto isso, a fome e o desemprego causam revolta, a maioria da população passa por necessidades, e perdeu 11 kg de peso em média; cerca de 8 milhões de venezuelanos fugiram do país pela fome e perseguições, a boliburguesia enriquece cada vez mais, aproveitando-se do aparato estatal.
Luta anti-imperialista combinada com a luta contra a ditadura chavista
Neste sentido, participar de atos que defendam, essencialmente, o regime chavista – o governo que acabou de fazer um acordo com Trump que impõe a recolonização do país – não é uma luta anti-imperialista, apesar dos discursos. Ficam a reboque do governo chavista, que persegue os trabalhadores e os lutadores que não se dobram ao seu poder.
Por isso, fazemos uma autocrítica pública por termos participado de uma plenária, no dia 17 de janeiro, chamado pela ALBA, que já tinha este caráter de defesa do governo e do regime chavistas e do acordo Trump-Delcy.
Defendemos manifestações contra o acordo Trump-Delcy de recolonização imperialista, contra o controle dos EUA sobre o povo e as riquezas venezuelanas. É necessário alimentar o ódio popular contra o imperialismo, em particular o norte-americano, e promover a luta contra a ditadura chavista, para que os trabalhadores possam ter mais condições de se organizar e defender seus direitos, rumo a uma revolução socialista. As riquezas dos grandes empresários do país e das multinacionais devem ser expropriadas para garantir a distribuição da riqueza para os trabalhadores de forma organizada, o oposto do que faz o governo venezuelano.
O MPR, portanto, não participará de manifestações em defesa do regime ditatorial chavista que capitula ao imperialismo.
O MPR chama manifestações independentes da classe trabalhadora contra a recolonização imperialista da Venezuela, contra o acordo Trump-Delcy, contra qualquer intervenção norte-americana, contra a ditadura chavista, por liberdades democráticas para a classe trabalhadora, pelo direito de organização sindical, pela liberdade dos presos políticos, contra as perseguições às organizações de esquerda que criticam o governo. Pelo armamento dos trabalhadores para defender a Venezuela contra qualquer ataque e pelos seus direitos.
