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Fora o imperialismo da América Latina!


Derrotar a intervenção de Trump e dos ianques na Venezuela!


Nenhum apoio político à ditadura venezuelana, com ou sem Maduro!

Por|: MPR e MRS

O Movimento por um Partido Revolucionário e o Movimento Revolucionário Socialista chamam os ativistas e lutadores brasileiros e latino-americanos a resistir e lutar contra a gravíssima agressão do imperialismo norte-americano a um país vizinho e ao povo irmão da Venezuela.

Donald Trump, que se enxerga como um Rei, vem atacando militarmente ou apoiando ações armadas no mundo inteiro (em menos de um ano, bombardeou o Irã, a Síria, o Iêmen, a Nigéria, a Somália e a Venezuela), sempre em nome dos interesses da burguesia imperialista. Os ataques piratas à Venezuela são parte disso, com execuções extrajudiciais de pessoas em barcos de pescadores, roubo de navios petroleiros e bombardeio de instalações portuárias em território venezuelano. Agora, tropas invasoras atacaram militarmente diferentes cidades da Venezuela, com o sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, numa ação inadmissível!

Os EUA, parceiros da ditadura da Arábia Saudita e do regime fascista de Israel, tentam convencer o mundo de que desejam levar liberdade à Venezuela quando, na verdade, o que está por trás dessa operação é o controle direto do petróleo venezuelano, a maior reserva do mundo, como ele mesmo admitiu. É por isso que Trump anunciou que pretende assumir o controle da Venezuela, o que tornaria o país, de fato, uma colônia dos Estados Unidos da América, governada por uma comissão estadunidense que “supervisionaria” um governo títere, abrindo um precedente perigoso para novas ofensivas em outros países latino-americanos.

A agressão militar à Venezuela, assim como a invasão russa da Ucrânia, o genocídio em Gaza e o ataque ao Irã mostram a farsa do chamado “direito internacional”. O que conta é a força bruta visando oprimir e colonizar os povos.

É necessário que os povos do mundo todo repudiem esta agressão imperialista e exijam que seus governos não reconheçam qualquer governo nomeado por Trump ou por seus cúmplices na Venezuela.

Fora Trump e os ianques da Venezuela! Nenhum apoio político à ditadura de Maduro!

Exigimos a imediata libertação de Nicolas Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Que ambos sejam julgados por um tribunal popular na Venezuela. Mas isso não significa conferir apoio político algum à Maduro. O povo venezuelano precisa construir uma alternativa à ditadura burguesa de Maduro e à oposição pró-imperialista, pois só uma saída dos próprios trabalhadores e de suas organizações populares, sindicais e estudantis é capaz de libertar verdadeiramente a Venezuela.

Maduro é um ditador e a Venezuela não tem nada de socialista, como defendem setores do PT, PSOL e grupos stalinistas brasileiros. Ao contrário: a boliburguesia associada ao regime chavista sempre foi submissa aos Estados Unidos, mantendo o fornecimento de petróleo (inclusive depois do ataque!) e enriquecendo-se às custas de um país destruído pela fome, pelo desemprego, pela miséria e com milhões de refugiados, que fugiram para outros países para sobreviver. Há cerca de oito milhões de venezuelanos refugiados pelo mundo. No Brasil, são mais de 500 mil. Desde que Maduro assumiu o governo do país, os venezuelanos emagreceram, em média, 9 kg.

A ditadura chavista de Maduro persegue trabalhadores e estudantes que lutam por emprego, salários e comida. São centenas de presos políticos e mais de 200 manifestantes assassinados por Maduro nos protestos dos últimos anos. Os maiores alvos sempre foram dirigentes sindicais combativos, assim como trabalhadores que lutavam por direitos democráticos e melhores condições de vida.

Então não é de se estranhar que aqui e em diversos países, os venezuelanos tenham saído às ruas para comemorar a queda de Maduro. Falamos de trabalhadores, pobres, que tiveram que fugir do país para poderem comer. Não é por serem de direita ou pró-imperialistas, mas por odiarem, com toda a razão, a ditadura de Maduro.

O Governo Lula e Trump

A declaração de Lula sobre a agressão dos EUA à Venezuela foi um primor de omissão: não cita o nome de Maduro (presidente de fato, deposto e capturado), não cita o nome do país agressor (EUA), nem o do presidente desse país (Trump)!

Apenas há duas semanas (quando um porta-aviões e toda uma esquadra de guerra americanos já cercavam a Venezuela), Lula gabava-se de que Trump era seu mais novo amigo e disse que entre eles rolou uma “petroquímica”. Não houve um único gesto concreto do governo brasileiro contra as ações criminosas dos Estados Unidos, que já duram várias semanas. O Brasil deve retirar seu embaixador dos Estados Unidos, expulsar o embaixador norte-americano no Brasil e interromper todas as relações comerciais com o imperialismo norte-americano até que cessem as agressões à Venezuela e a seu povo.

Chamamos todos os lutadores, organizações e partidos a realizar ações contra o conjunto das ações imperialistas, em defesa da autodeterminação da Venezuela e pela exigência de medidas concretas do governo Lula.

Que o povo da Venezuela decida seus rumos! Abaixo as ações de agressão e pirataria imperialista de Trump!

– Respeito à soberania e à autodeterminação dos venezuelanos.

– Fora a Marinha americana das águas da América Latina!

– Libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, sequestrados pelos criminosos imperialistas. O ditador, sua companheira, seus ministros e demais dirigentes do regime devem ser julgados pelos trabalhadores da Venezuela.

– Nenhum apoio à oposição entreguista e traidora de Maria Corina, Edmundo González, Guaidó e Capriles.

– Pela organização dos explorados por meio de comitês populares em bairros, fábricas e escolas; pelo armamento imediato de todo o povo venezuelano; por uma verdadeira revolução socialista, que assuma o poder e imponha um governo dos trabalhadores

– Pela expropriação dos meios de produção, bancos e multinacionais norte-americanos na Venezuela.

– Abaixo a ditadura na Venezuela, por amplas liberdades democráticas, de organização sindical e popular, liberdade para os dirigentes sindicais e todos os presos políticos que querem defender a soberania da Venezuela contra os EUA.

– Estatizar 100% do petróleo e interromper o fornecimento aos Estados Unidos e aos demais países agressores.