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Fora Trump e os ianques da Venezuela!

Fora o imperialismo da América Latina!

Vamos promover mobilizações e lutas em todo o mundo!

Nenhum apoio político à ditadura de Maduro!

Nas últimas horas (madrugada de 3 de janeiro), foi divulgada uma declaração de Donald Trump anunciando a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa. Após isso, uma infinidade de vídeos de ataques militares dos EUA em solo venezuelano surgiu nas redes. Até agora, foram confirmados ataques às principais bases militares venezuelanas (La Carlota, Catia La Mar, Hatillo, Fuerte N3, Miranda, Fuerte Tiuna, etc.) e outros pontos estratégicos como o Mausoléu de Hugo Chávez (Cuartel de Montaña 4F) e o Palácio Federal Legislativo de Caracas. Além disso, há relatos de tropas especiais dos EUA operando em solo venezuelano.

Isso constitui uma flagrante intervenção militar imperialista, que não era vista na América Latina há anos. Isso nos remete aos piores momentos em que a bandeira ianque interveio com tiros de fuzil para tentar impor governos e políticas na América Latina, como na Guatemala, na República Dominicana, em Panamá e na intentona na Baía dos Porcos em Cuba. Após os discursos de Trump, começam a haver ações concretas para retornar a essas políticas nefastas que já foram rejeitadas pelos trabalhadores e pelos povos latino-americanos.

Derrotemos a invasão imperialista

O CIR – Comitê Internacional de Reconstrução da LIT – chama a enfrentar e derrotar essa intervenção militar e a interferência dos EUA na Venezuela. A mais ampla unidade de ação de todos os povos da América Latina e do mundo é necessária para enfrentá-la.

O ataque de Trump não é apenas contra a Venezuela; é contra a soberania de todos os países latino-americanos. Se não houver uma resposta enérgica e um freio, avançarão por mais.

Diante de um ataque imperialista, os trotskistas não têm dúvidas de qual lado tomar contra a agressão: é junto ao povo venezuelano, mesmo sem deixar de apontar nossas diferenças com o regime de Maduro.

Deve ficar claro que as proclamações de “luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas”, assim como a “luta pelo estabelecimento de um regime democrático”, fazem parte do canto da sereia dos EUA para justificarem a invasão e se apropriarem dos recursos naturais da Venezuela, que tem a maior reserva de petróleo do mundo.

Seja com democracia liberal ou ditadura, Trump só está interessado em saquear os recursos das semicolônias e, para isso, precisa ter controle total sobre o governo venezuelano, enquanto Maduro também negocia esses recursos com outras potências econômicas, em detrimento dos interesses mais gerais dos estadunidenses. 

Enfrentar o invasor sem qualquer apoio à ditadura de Maduro

A ditadura de 30 anos na Venezuela, que perseguiu e assassinou opositores, proscreveu partidos políticos e forçou o exílio de quase 8 milhões de venezuelanos, enquanto suas famílias são submetidas à miséria, não pode ser defendida nem apoiada. A boliburguesia, que encheu seus bolsos saqueando o petróleo venezuelano e entregando as riquezas pelo maior lance (incluindo a norte-americana Chevron), debilitou a capacidade do povo venezuelano de responder.

A resistência à intervenção dos EUA envolve, antes de tudo, conceder aos trabalhadores e ao povo as máximas liberdades democráticas, o armamento organizado a partir das centrais operárias e bairros populares, sem restrição de partidos ou grupos políticos, romper todas as relações com nações que apoiam a intervenção e a necessidade de um chamado internacional por apoio para resistir ao imperialismo.

Nenhuma dessas medidas foi adotada pelo regime de Maduro; pelo contrário, sua política tem sido negociar com Trump até o fim, confiando no suposto apoio russo (que já mostrou como trata seus “aliados” na Síria e na Armênia, entre outros) e nas negociações com a China, que é um grande comprador de petróleo. Ou seja, virou as costas para o povo na esperança de que algum acordo o salve. Apenas seis horas antes da intervenção armada, Maduro reuniu-se com uma delegação chinesa. Os resultados são visíveis. 

As ações da ditadura de Maduro inspiraram, por décadas, o justo ódio em milhões de venezuelanos, muitos deles forçados ao exílio econômico. Mesmo assim, é errado acreditar que a libertação do povo venha da ação dos Estados Unidos. Isso só trará mais saques, fome, miséria e novas ditaduras contra o povo. Apenas os trabalhadores e o povo venezuelano organizados podem e devem definir seu futuro.

Como esperado, Netanyahu e Milei apoiaram a intervenção. Mas há vários países que se posicionaram contra o ataque militar de Trump. Provavelmente, isso ficará apenas em declarações. O ataque à Venezuela, com o sequestro de seu presidente, tem a mesma magnitude do ataque russo à Ucrânia. Esses países devem passar das declarações aos atos e entregar armas ao povo venezuelano para sua defesa contra o ataque norte-americano.

O povo trabalhador deve sair às ruas e exigir, neste momento, armamento para a defesa contra o imperialismo e, ao mesmo tempo, lutar por sua independência política.

Convocamos mobilizações em todos os países contra essa agressão, especialmente os povos latino-americanos e os trabalhadores, pobres e imigrantes dos Estados Unidos.

Diante da intervenção dos EUA na Venezuela:

A Venezuela pertence aos venezuelanos! Resistir ao invasor!

Fim dos bombardeios e fora as tropas imperialistas da Venezuela e de suas águas territoriais!

Fim de todo acordo com as nações que apoiam a invasão; chamado internacional para confrontar os Estados Unidos!

Para derrotar o imperialismo:

Fim de toda a perseguição aos opositores, liberdade para os presos políticos da ditadura de Maduro!

Formação urgente de milícias de operários e nos bairros populares, armadas em todo o território, independentemente de sua filiação política! Liberação do armamento para distribuição a toda a população sem restrições!

Plena liberdade de ação para as organizações operárias, políticas e estudantis populares!

Assembleias permanentes em fábricas, escolas, hospitais e bairros populares!

Mobilização e organização de todos os trabalhadores e do povo venezuelano para resistir à intervenção!

Mobilizações de todos os povos da América Latina e do mundo contra a invasão!

Que os trabalhadores e o povo dos EUA se levantem, como fizeram historicamente diante das intervenções militares de seu governo!